Política / Justiça
PF pede suspeição de Dias Toffoli no STF após análise de celular de Daniel Vorcaro
Arguição foi encaminhada ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin; gabinete de Toffoli afirma que pedido é “ilação” e questiona legitimidade da Polícia Federal
11/02/2026
20:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A Polícia Federal (PF) apresentou arguição de suspeição contra o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), após acessar dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
O pedido foi encaminhado ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, responsável por analisar esse tipo de incidente processual.
O documento entregue pela PF reúne informações obtidas a partir da extração de dados dos aparelhos eletrônicos apreendidos com Vorcaro, no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
Segundo apuração divulgada pela coluna da jornalista Manoela Alcântara, do portal Metrópoles, entre as conversas localizadas no aparelho haveria menções ao nome de Dias Toffoli, atual relator do caso no STF.
Ao receber o material na última segunda-feira (9 de fevereiro), o ministro Edson Fachin determinou que Toffoli se manifeste nos autos, que tramitam sob sigilo.
Interlocutores ouvidos pela imprensa afirmam que o ministro Dias Toffoli considera não haver qualquer elemento que o vincule ao banqueiro investigado.
Nos bastidores do Supremo, parte dos ministros avalia que eventual pedido de suspeição deveria partir da Procuradoria-Geral da República (PGR), que é o órgão responsável por analisar o material probatório apreendido em operações policiais, e não da Polícia Federal.
A relatoria de Toffoli passou a ser questionada após a divulgação de que o resort Tayayá, vinculado ao magistrado, teria mantido relações com fundos ligados ao Banco Master — circunstância que motivou o debate sobre eventual conflito de interesse.
Em nota, o gabinete do ministro classificou o pedido como infundado:
“O pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações. Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145 do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo Ministro ao Presidente da Corte.”
A análise caberá ao presidente do STF, Edson Fachin, que deverá avaliar a admissibilidade da arguição e, se for o caso, submeter a questão ao colegiado competente.
Enquanto isso, o processo principal segue sob relatoria de Dias Toffoli, até eventual decisão em sentido contrário.
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