Campo Grande (MS), Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2026

Política / Eleições 2026

Governistas avaliam futuro de Capitão Contar e impasse pode impactar projetos de Reinaldo Azambuja e Eduardo Riedel

Grupo político enfrenta dilema estratégico: manter Contar no bloco como aliado ou evitar disputa interna que pode comprometer vaga ao Senado

11/02/2026

17:30

DA REDAÇÃO

©REPRODUÇÃO

O grupo governista em Mato Grosso do Sul, liderado pelo ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e pelo governador Eduardo Riedel (PP), enfrenta um cenário de definição estratégica que pode influenciar diretamente a disputa eleitoral de 2026. No centro do impasse está o deputado estadual Capitão Contar (PL), cuja movimentação política reacende tensões internas.

Estratégia inicial e risco eleitoral

A filiação de Contar ao PL foi articulada inicialmente como forma de neutralizar um adversário que disputou o segundo turno do governo estadual contra Riedel em 2022. A avaliação interna era de que trazer o parlamentar para o mesmo campo reduziria riscos na oposição.

Entretanto, o cenário mudou. Pesquisas recentes apontam Reinaldo Azambuja na liderança para o Senado, mas em empate técnico com Capitão Contar e com o senador Nelsinho Trad (PSD). A preocupação aumenta quando se analisa o segundo voto, critério relevante na disputa senatorial, no qual Reinaldo aparece atrás dos concorrentes.

Disputa interna e possíveis caminhos

Nos bastidores, três alternativas são consideradas:

  1. Convencer Contar a disputar vaga na Câmara Federal, reduzindo a concorrência interna ao Senado;

  2. Permitir que ele deixe o PL durante a janela partidária, prevista até o início de abril, o que poderia reorganizar o tabuleiro eleitoral;

  3. Confirmar a candidatura e redefinir a estratégia após a janela, movimento considerado de alto risco político.

Contar tem buscado apoio do presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, para consolidar sua intenção de disputar uma das vagas ao Senado.

Impacto no projeto governista

Reinaldo Azambuja já declarou publicamente que sua ida ao PL teve como objetivo fortalecer o palanque para a continuidade do projeto político de Eduardo Riedel. Internamente, aliados interpretaram o gesto como estratégico para garantir estabilidade ao grupo no Executivo estadual.

Agora, o dilema envolve avaliar se Contar representa maior risco como aliado disputando espaço interno ou como adversário externo com discurso mais alinhado ao eleitorado bolsonarista.

A definição deve ganhar intensidade nas próximas semanas, especialmente com a aproximação das convenções partidárias. O desfecho poderá redefinir alianças e influenciar diretamente a composição das candidaturas majoritárias no Estado.

Até o momento, a única certeza no cenário governista é que a disputa interna deixou de ser silenciosa e passou a ocupar papel central nas articulações para 2026.


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