Campo Grande (MS), Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2026

Política / Justiça Internacional

Corte de Roma mantém juízes e retoma nesta quarta julgamento da extradição de Carla Zambelli

Defesa teve pedido de substituição do colegiado negado; decisão final sobre envio ao Brasil caberá ao Ministério da Justiça italiano

11/02/2026

16:00

DA REDAÇÃO

©ARQUIVO

A Corte de Apelação de Roma, na Itália, rejeitou nesta terça-feira (10) o pedido apresentado pela defesa da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) para substituição do colegiado responsável por analisar o processo de extradição ao Brasil. Com a decisão, o julgamento será retomado nesta quarta-feira (11), às 10h no horário local (6h de Brasília).

O pedido foi analisado pela 1ª Seção Penal da corte, enquanto o processo de extradição está sob responsabilidade da 4ª Seção Penal, que permanece à frente do caso.

Argumentos da defesa

A solicitação para troca dos magistrados ocorreu após a suspensão da sessão realizada em 20 de janeiro, quando o tribunal alegou falta de tempo para examinar uma série de requerimentos apresentados pelos advogados de Zambelli.

Entre os pedidos formulados pela defesa estavam:

  • Oitiva de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no TSE (Tribunal Superior Eleitoral);

  • Acesso a informações detalhadas sobre o Presídio da Colmeia, no Distrito Federal, onde Zambelli deverá cumprir pena caso seja extraditada;

  • Acesso a documentos sob sigilo relacionados ao julgamento ocorrido no Brasil.

Tagliaferro responde a processo e está na Itália, impedido de deixar o país enquanto aguarda tramitação de seu próprio pedido de extradição.

Tramitação e recursos

A Corte de Apelação de Roma atua como primeira instância no procedimento de extradição. Após a decisão desta quarta-feira, caberá recurso à Corte de Cassação, última instância do Judiciário italiano.

Mesmo após eventual decisão judicial definitiva, a palavra final sobre a extradição será do governo italiano, por meio do Ministério da Justiça da Itália, que poderá autorizar ou não o envio da ex-parlamentar ao Brasil.

O caso ocorre em meio a desdobramentos judiciais no Brasil envolvendo investigações relacionadas a atos antidemocráticos e decisões do Supremo Tribunal Federal, que fundamentam o pedido formal de extradição.


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