POLÍTICA
Programa Mais Médicos: Dr. Luiz Ovando aponta preocupações sobre a qualidade da formação médica*
21/06/2023
16:35
ASSECOM
©DIVULGAÇÃO
O Deputado Federal Dr. Luiz Ovando (PP/MS), médico clínico e cardiologista com 48 anos de experiência, expressou oposição às diretrizes do programa Mais Médicos e à Medida Provisória (MP) 1.165/2023, que visa retomar o programa. Dentre as principais preocupações levantadas, destaca-se a abertura indiscriminada de novos cursos de medicina, o que impacta negativamente na qualidade da formação médica, a necessidade de revalidação dos diplomas por meio do exame Revalida e a garantia da permanência de profissionais qualificados em pequenos municípios no interior do país.
Crítico da política de esquerda, Dr. Luiz Ovando afirma que durante o governo petista houve um crescimento exponencial no número de escolas médicas no Brasil, especialmente em instituições privadas. Esse aumento acelerado resultou em um número sem precedentes de médicos formados e em uma alta densidade de profissionais por grupo de mil habitantes no país. Estimativas indicam que, mantendo-se o mesmo ritmo de crescimento populacional e de abertura de escolas médicas, em 2028 o Brasil terá uma densidade médica de 3,63 médicos por mil habitantes, superando a média dos 38 países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Ovando esclarece que o aumento no número de médicos formados não trouxe consigo a qualidade no serviço prestado. “É importante ressaltar que apenas aumentar a quantidade de médicos não garante automaticamente a melhoria na qualidade do atendimento, sendo necessário investir também na formação e na distribuição adequada desses profissionais”, explica.
Dr. Luiz Ovando também expressa grande preocupação sobre a importância de manter as regras atuais do exame Revalida, que avalia a proficiência dos médicos formados no exterior, e destaca que a qualidade do atendimento à população é o mínimo esperado nesse contexto. “É fundamental que os médicos formados no exterior tenham seus diplomas revalidados a fim de assegurar seus conhecimentos e garantir um atendimento de qualidade à população”.
O parlamentar ressalta ainda que a interiorização dos médicos continua sendo um desafio para a saúde pública no Brasil, com diferenças significativas entre as regiões. Ele enfatiza a necessidade de oferecer condições para que profissionais competentes possam permanecer em áreas remotas do país, com foco em uma abordagem que priorize a qualidade e a perspectiva de carreira para os médicos. “É preciso proporcionar condições favoráveis para que bons profissionais possam permanecer em áreas remotas”, finaliza.
A MP 1.165/2023, que promove alterações no programa Mais Médicos, foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, e aguarda sanção presidencial para entrar em vigor e implementar as mudanças propostas.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
Alunos da Acadepol reforçam ações do Dracco em investigações contra crime organizado
Leia Mais
Monique Medeiros deixa prisão após perdão judicial no caso Henry Borel
Leia Mais
Estratégia de Trump para América Latina amplia debate sobre militarização e violência regional
Leia Mais
Folha de aposentados do MPMS cresce após corte em supersalários de membros da ativa
Municípios