Internacional / Estados Unidos
Trump rejeita pedido de desculpas após vídeo ofensivo com Barack e Michelle Obama
Presidente minimiza publicação em rede social, atribui erro à equipe e enfrenta críticas de republicanos e democratas
07/02/2026
08:00
DA REDAÇÃO
©ARQUIVO
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026, que não pedirá desculpas pela divulgação de um vídeo com conteúdo considerado racista envolvendo o ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama. A gravação foi publicada na plataforma Truth Social, criada pelo próprio Trump, e permaneceu no ar por cerca de 12 horas antes de ser removida.
Falando a jornalistas a bordo do Air Force One, Trump declarou que não assistiu ao vídeo até o final antes de sua divulgação e que a responsabilidade pela postagem teria sido de integrantes da equipe. Segundo ele, o material foi compartilhado por abordar alegações sobre supostas irregularidades nas eleições de 2020, tema recorrente em seus discursos desde a derrota para Joe Biden.
“Eu vejo milhares de conteúdos todos os dias. Ninguém sabia o que aparecia no final”, afirmou. O presidente classificou o trecho com os Obama como uma “paródia” e disse não considerar que tenha cometido erro ao autorizar a publicação.

No trecho final da gravação, os rostos de Barack e Michelle Obama aparecem sobrepostos a imagens de macacos, ao som da música The Lion Sleeps Tonight. O vídeo também retomava alegações já desmentidas sobre fraude eleitoral envolvendo a empresa Dominion Voting Systems.
A repercussão foi imediata. Parlamentares de diferentes correntes políticas criticaram a postagem. O gabinete do governador da Califórnia, Gavin Newsom, classificou o conteúdo como “repugnante”. O senador Tim Scott, único republicano negro no Senado, afirmou que se tratava do material “mais racista já publicado por esta Casa Branca”. Já Ben Rhodes, ex-conselheiro de Segurança Nacional no governo Obama, declarou que o episódio representa “uma mancha na história americana”.
Inicialmente, a Casa Branca tentou minimizar o impacto. A porta-voz presidencial Karoline Leavitt descreveu o vídeo como um “meme da internet” e acusou adversários de promoverem “indignação artificial”. Posteriormente, em declaração à agência Reuters, o governo reconheceu que a publicação teria ocorrido por erro de um funcionário.
Até o momento, Barack Obama e Michelle Obama não se manifestaram publicamente sobre o episódio.
O caso reacende o debate nos Estados Unidos sobre limites da comunicação política nas redes sociais e os impactos institucionais de publicações presidenciais em ambientes digitais.
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