Campo Grande (MS), Sexta-feira, 03 de Abril de 2026

Justiça

Urandir Fernandes aciona jornalista e veículo de imprensa na Justiça por reportagem contestada

Dakila protocola queixa-crime e pedidos de indenização após publicação considerada inverídica pela defesa

06/02/2026

13:00

DA REDAÇÃO

Urandir Fernandes inclui queixa-crime e pedidos de reparação após reportagem que teria associado seu nome a investigações do Gaeco

O presidente da Associação Dakila Pesquisas, Urandir Fernandes de Oliveira, ingressou com novas ações judiciais no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) relacionadas à divulgação de conteúdos que, segundo a defesa, seriam inverídicos. De acordo com a assessoria jurídica, os processos já foram protocolados e estão em fase inicial de tramitação.

Entre as medidas adotadas está uma queixa-crime contra um veículo de imprensa e o jornalista responsável pela publicação, referente a reportagem divulgada em janeiro de 2026 que, conforme a petição, teria associado de forma indevida o empresário a investigações conduzidas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).

Segundo os advogados, a peça judicial aponta possíveis crimes de calúnia e difamação, além de incluir pedido de reparação por danos morais e requisição judicial de documentos relacionados à produção e publicação do conteúdo.

Responsabilidade individual e Código de Ética

De acordo com a defesa, o jornalista também é acionado individualmente por supostas violações ao Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, especialmente no que diz respeito:

  • Ao dever de verificação rigorosa das informações

  • À contextualização adequada dos fatos

  • À responsabilidade sobre os efeitos públicos da publicação

A assessoria jurídica sustenta que a ação não tem como objetivo restringir a liberdade de imprensa, mas assegurar que acusações públicas sejam acompanhadas de comprovação documental e critérios técnicos de apuração.

Conteúdos replicados e ampliação das ações

Inicialmente, o levantamento indicava cerca de 26 veículos de comunicação envolvidos na reprodução do conteúdo. No entanto, análises posteriores teriam identificado que mais de 30 portais e páginas replicaram matérias semelhantes, ampliando o alcance das informações questionadas.

A defesa classificou o fenômeno como “efeito manada” e informou que as medidas judiciais incluem a análise de responsabilidades individuais de autores e administradores de conteúdos específicos.

Próximos passos

Segundo a assessoria da Dakila, novas ações poderão ser protocoladas conforme o avanço dos levantamentos técnicos. As demandas seguem em fase inicial no Judiciário, e eventuais desdobramentos devem ocorrer nas próximas semanas.

Até o momento, não houve manifestação pública do veículo citado ou do jornalista mencionado acerca das ações judiciais.

 


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