Política / Economia
Simone Tebet confirma leilão da Malha Oeste para novembro de 2026
Retomada da ferrovia deve reduzir gargalos logísticos e impulsionar competitividade de Mato Grosso do Sul
06/02/2026
12:30
MIDIAMAX
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou nesta sexta-feira (6) que o leilão da Malha Oeste está previsto para novembro de 2026. O anúncio foi feito durante evento da fábrica de celulose da Arauco, em Inocência (MS), município localizado a cerca de 340 quilômetros de Campo Grande.
Inicialmente, o certame estava previsto para julho, mas o cronograma foi ajustado. Segundo a ministra, a expectativa é que o leilão ocorra na B3, em São Paulo, marcando um novo ciclo para a infraestrutura ferroviária nacional.
“Ainda em novembro deste ano, tudo dando certo, nós estaremos na B3 em São Paulo, festejando o sucesso do leilão da Malha Oeste, que vai retomar, revitalizar a ferrovia”, declarou.
A publicação do edital está programada para abril de 2026, abrindo caminho para a concessão da ferrovia, considerada estratégica para o desenvolvimento logístico do Centro-Oeste.
A Malha Oeste:
Conecta Corumbá (MS) a Mairinque (SP)
Possui cerca de 600 quilômetros em território sul-mato-grossense
Conta com ramais que alcançam Ponta Porã
É vista como eixo fundamental para integração com São Paulo e Sudeste
O projeto prevê R$ 35,7 bilhões em investimentos em obras e outros R$ 53,5 bilhões ao longo da operação.
O Governo Federal pretende integrar a Malha Oeste ao Corredor Bioceânico, fortalecendo a conexão de Mato Grosso do Sul com o mercado internacional.
A ferrovia deve viabilizar o transporte de:
Combustíveis
Grãos
Celulose
Produtos industriais
O escoamento será feito em direção ao Porto de Santos e aos portos do Sudeste, inclusive por meio do Ferroanel.
A ferrovia enfrentou mais de uma década de entraves regulatórios e tentativas frustradas de repactuação contratual. A retomada representa um dos principais movimentos do novo ciclo logístico anunciado pelo governo federal.
Para Mato Grosso do Sul, a reativação da Malha Oeste é considerada estratégica para reduzir custos de transporte, ampliar a competitividade industrial e fortalecer o agronegócio, consolidando o Estado como um dos principais polos logísticos do país.
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