Política / Segurança
Coronel David reage a reportagem, rejeita comparação com “pena de morte” e critica exposição de policial militar
Deputado do PL afirma que uso do termo distorce atuação da PM e coloca agente em risco ao divulgar dados pessoais
06/02/2026
20:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O deputado estadual Coronel David (PL) criticou publicamente uma reportagem veiculada em Mato Grosso do Sul que comparou mortes decorrentes de intervenção policial à aplicação de “pena de morte”. Para o parlamentar, a associação é inadequada do ponto de vista jurídico e compromete a compreensão da atuação das forças de segurança.
Com experiência como ex-comandante da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, o deputado afirmou que a comparação ignora diferenças estruturais entre sistemas legais. Segundo ele, nos Estados Unidos, a pena capital decorre de processo judicial com longo trâmite e execução determinada por decisão definitiva, enquanto, no Brasil, a atuação policial ocorre em contexto de risco imediato.
“O que existe nos Estados Unidos é um processo judicial que pode levar 25 anos entre condenação e execução. No Brasil, o policial tem segundos para decidir diante de uma ameaça concreta”, declarou.
A manifestação ocorreu após repercussão da morte de um homem suspeito de furto a um estabelecimento comercial em Campo Grande. O policial envolvido estava de folga no momento da ocorrência, mas, conforme relatado pelo deputado, teria se identificado, dado ordem de parada e reagido diante de suposta ameaça.
Coronel David destacou que o militar agiu em situação que, na avaliação dele, se enquadra em legítima defesa e no estrito cumprimento do dever legal, conforme previsto na legislação penal.
O parlamentar também questionou a divulgação do nome do sargento, do batalhão em que atua e de informações relacionadas à família do policial. Para ele, a exposição amplia riscos à segurança do agente e de seus familiares.
“Divulgar nome, unidade e dados familiares ultrapassa o dever de informar e pode gerar consequências graves”, afirmou.
O deputado defendeu que o debate sobre segurança pública deve considerar não apenas estatísticas, mas também o contexto operacional das ocorrências. Na avaliação dele, críticas generalizadas à corporação podem afetar a imagem institucional da polícia e impactar o ambiente de trabalho dos agentes.
“Cada ocorrência envolve circunstâncias específicas e consequências humanas profundas”, declarou.
O episódio reacende discussão sobre os limites da cobertura jornalística em casos de intervenção policial, a proteção de dados de agentes públicos e o equilíbrio entre transparência, direito à informação e segurança institucional.

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