Política / Justiça
Vander Loubet defende investigação transparente sobre conversas entre Toffoli e Daniel Vorcaro
Deputado afirma que Polícia Federal atua com autonomia no caso Banco Master e cobra apuração ampla no STF e no Congresso
12/02/2026
17:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O deputado federal Vander Loubet (PT) afirmou que as mensagens envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, reforçam a necessidade de uma investigação ampla e transparente.
Em declaração ao Jornal Midiamax, o parlamentar avaliou que o caso deve ser apurado com rigor institucional.
“Essas conversas apenas confirmam a necessidade e a importância de uma ampla e transparente investigação sobre o caso do Banco Master, o que já está sendo feito pela Polícia Federal”, declarou.
Vander ressaltou que, desde 2023, a Polícia Federal estaria atuando com independência nas investigações.
“Desde 2023, com o retorno do Lula à Presidência, a PF tem tido total liberdade para fazer seu trabalho. Isso é muito bom para o combate à corrupção. Até 2022 a PF sofria forte interferência da Presidência”, afirmou.
O deputado também confirmou que parlamentares do PT assinaram pedido para instalação de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) destinada a apurar o caso Banco Master no Congresso Nacional.
A discussão ganhou novos contornos após a Polícia Federal encaminhar ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, pedido de suspeição contra Dias Toffoli, relator do inquérito.
O relatório da PF apontou mensagens encontradas em aparelhos celulares de Daniel Vorcaro que mencionariam o nome do ministro, além de diálogos entre ambos.
Como Toffoli é o relator natural do caso, a direção da PF optou por enviar o material diretamente à presidência da Corte, para análise processual adequada. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, reuniu-se com Fachin para tratar do fluxo da apuração.
O caso também envolve informações sobre negociações comerciais de familiares de Toffoli com fundos ligados ao Banco Master.
Investigações apontaram que os irmãos do ministro, José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, negociaram participações no resort Tayaya, no Paraná, com fundo administrado pela Reag Investimentos, empresa investigada por supostas conexões com o Banco Master e suspeitas de irregularidades fiscais no setor de combustíveis.
Documentos indicam que as participações societárias somariam R$ 6,77 milhões.
Além disso, em novembro de 2025, Toffoli viajou em aeronave privada na qual também estava advogado ligado ao Banco Master, fato que ampliou questionamentos públicos sobre sua permanência na relatoria.
Em nota, o gabinete de Dias Toffoli classificou o pedido da Polícia Federal como baseado em “ilações”.
A defesa sustenta que a PF não teria legitimidade jurídica para requerer suspeição, por não ser parte no processo, conforme o artigo 145 do Código de Processo Civil.
A manifestação formal do ministro será analisada por Edson Fachin, que decidirá sobre eventual afastamento da relatoria.
Até o momento, a presidência do STF não se pronunciou oficialmente sobre o mérito do pedido.
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