Campo Grande (MS), Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2026

Legislativo / Trânsito

Câmara de Campo Grande aprova projeto que proíbe multas de trânsito com base em câmeras de videomonitoramento

Texto mantém apenas radares e equipamentos regulamentados como meios válidos para autuação

12/02/2026

13:00

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

A Câmara Municipal de Campo Grande aprovou, em segunda discussão, o projeto de lei que proíbe o uso de câmeras de videomonitoramento para aplicação de multas de trânsito na Capital. A proposta é de autoria do vereador Rafael Tavares (PL).

Pelo texto aprovado, as câmeras instaladas no município poderão ser utilizadas exclusivamente para fins de segurança pública e monitoramento do tráfego, ficando vedada a lavratura de autos de infração com base nas imagens captadas por esses equipamentos.

O que continua permitido

A proposta mantém autorizada a fiscalização por:

  • Radares fixos ou móveis

  • Equipamentos medidores de velocidade

  • Dispositivos devidamente regulamentados

Os aparelhos devem estar inspecionados pelo Inmetro e utilizados conforme a legislação vigente, incluindo normas do Contran, conforme previsto no Código de Trânsito Brasileiro.

Justificativa do autor

Durante a discussão em plenário, Rafael Tavares afirmou que a iniciativa surgiu após relatos de moradores que alegaram falta de clareza na forma como teriam sido autuados. O vereador também mencionou investimento estimado em R$ 50 milhões no sistema inteligente de monitoramento da cidade.

Segundo ele, é necessário estabelecer limites para evitar desvio de finalidade.

“O que não podemos permitir é que a tecnologia que está vindo com o propósito de segurança da cidade seja utilizada para aplicação de multa de trânsito”, declarou.

Divergências no plenário

O vereador Beto Avelar (PP) ponderou que o Código de Trânsito já prevê a possibilidade de comprovação de infrações por equipamentos eletrônicos e audiovisuais regulamentados. Apesar do posicionamento crítico durante o debate, o parlamentar votou favoravelmente ao projeto.

Já o vereador Marquinhos Trad (PDT) defendeu a proposta, destacando que sistemas de videomonitoramento voltados à segurança pública não podem ser automaticamente equiparados a dispositivos técnicos homologados para fiscalização de trânsito.

Próximos passos

Após aprovação em segunda discussão, o projeto segue para sanção ou veto do Executivo Municipal. Caso seja sancionado, a nova regra passará a integrar o ordenamento municipal, restringindo formalmente o uso de imagens de câmeras comuns como base para autuações de trânsito na Capital.


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