Economia / Transferência
Bolsa Família atende 18,84 milhões de famílias em fevereiro com investimento de R$ 13 bilhões
Valor médio do benefício é de R$ 690,01 e pagamentos seguem até 27 de fevereiro
12/02/2026
09:30
DA REDAÇÃO
Programa do Governo Federal chega a todos os municípios brasileiros ©Lyon Santos / MDS
O segundo repasse de 2026 do Bolsa Família começa a ser pago nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, alcançando 18,84 milhões de famílias nos 5.570 municípios brasileiros. O investimento do Governo do Brasil neste mês é de R$ 13 bilhões, com valor médio de benefício de R$ 690,01 por família.
O cronograma de pagamentos segue de acordo com o final do Número de Identificação Social (NIS) e se estende até o dia 27 de fevereiro.
Como parte das ações de enfrentamento a desastres naturais, 171 municípios recebem o benefício de forma unificada no primeiro dia do calendário. Entre eles estão:
122 municípios do Rio Grande do Norte
14 da Bahia
12 do Paraná
11 de Sergipe
6 de Roraima
3 do Amazonas
2 do Piauí
1 de Santa Catarina
Dentro da estrutura atual do programa, o Benefício Primeira Infância contempla 8,3 milhões de crianças de zero a seis anos, com adicional de R$ 150 por criança. O investimento nessa faixa é de R$ 1,2 bilhão.
Outros benefícios complementares, no valor de R$ 50, atendem 13,8 milhões de crianças e adolescentes de 7 a 18 anos, além de 654,4 mil gestantes e 339,5 mil nutrizes, com aporte superior a R$ 699,8 milhões.
O programa também alcança públicos específicos, entre eles:
258,4 mil famílias com pessoas em situação de rua
247,6 mil famílias indígenas
291,2 mil famílias quilombolas
3,6 mil famílias com crianças em situação de trabalho infantil
56,5 mil famílias com pessoas resgatadas de trabalho análogo ao escravo
401,7 mil famílias de catadores de material reciclável
Mulheres representam 84,38% dos responsáveis familiares, totalizando 15,8 milhões. A maioria dos beneficiários se declara preta ou parda, somando 36,1 milhões de pessoas, o equivalente a 73,29% do público atendido.
A Regra de Proteção, instituída na reformulação do programa, permite que famílias que obtiveram emprego formal ou aumento de renda permaneçam no Bolsa Família por até um ano, recebendo 50% do valor do benefício. Em fevereiro, 2,51 milhões de famílias estão enquadradas nessa modalidade.
No recorte por regiões:
Nordeste: 8,79 milhões de famílias – R$ 6 bilhões
Sudeste: 5,33 milhões – R$ 3,68 bilhões
Norte: 2,43 milhões – R$ 1,75 bilhão
Sul: 1,27 milhão – R$ 864,1 milhões
Centro-Oeste: 991,6 mil – R$ 690,5 milhões
A Bahia lidera o ranking com 2,3 milhões de famílias, totalizando R$ 1,57 bilhão em repasses. Em seguida aparecem:
São Paulo – 2,2 milhões
Pernambuco – 1,47 milhão
Minas Gerais – 1,42 milhão
Rio de Janeiro – 1,4 milhão
Ceará – 1,34 milhão
Pará – 1,26 milhão
Maranhão – 1,15 milhão
O maior valor médio por família em fevereiro é registrado em Roraima, com R$ 743,97. Na sequência estão:
Amapá – R$ 734,64
Amazonas – R$ 723,35
Pará – R$ 719,83
Acre – R$ 719,36
Maranhão – R$ 709,89
O programa segue como principal política pública de transferência de renda do país, com foco na segurança alimentar e na redução das desigualdades sociais.
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