Política / Detran
Vander Loubet critica exoneração de servidor que desejou a morte de Bolsonaro: “Faltou coerência”
Deputado federal cobra imparcialidade do governo de MS e cita ausência de punições em casos semelhantes contra Lula
16/04/2025
19:30
MDX
DA REDAÇÃO
Deputado federal Vander Loubet (PT)
O deputado federal Vander Loubet (PT) criticou publicamente a decisão do Governo de Mato Grosso do Sul de exonerar Gabriel dos Santos Meireles, servidor comissionado do Detran-MS, após ele escrever nas redes sociais a frase “Morra, capitão”, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A publicação foi feita durante o período em que Bolsonaro estava internado após uma cirurgia abdominal.
A exoneração foi oficializada nesta quarta-feira (16), por meio de publicação no Diário Oficial do Estado (DOE-MS), após pedido feito na Assembleia Legislativa pelo deputado estadual Coronel David (PL).
“Faltou coerência e imparcialidade e sobrou seletividade por parte da atual gestão do @governoms”, escreveu Vander Loubet no Instagram.
Em post nas redes sociais, Loubet questionou a ausência de punições semelhantes para quem desejou a morte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que também passou por cirurgias recentes.
“O deputado estadual que pediu a exoneração do chefe do Detran de Guia Lopes da Laguna, por exemplo, teve a oportunidade de criticar seu colega de partido que afirmou, em sessão da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, que Lula deveria morrer”, declarou no X (antigo Twitter).
Gabriel Meireles era gerente da unidade do Detran-MS em Guia Lopes da Laguna, cargo comissionado que foi revogado após o comentário em rede social. De acordo com o Portal da Transparência, ele é servidor efetivo no cargo de Agente de Atividades de Trânsito, com salário base de R$ 4.317,35, além de gratificações que elevam a remuneração a R$ 6.341,04.
O Detran-MS informou que a conduta do servidor efetivo está sendo analisada internamente, e qualquer eventual exoneração definitiva dependerá da conclusão de processo administrativo disciplinar.
A repercussão do comentário de Meireles chegou à Assembleia Legislativa, onde Coronel David solicitou providências ao governo estadual:
“Não é o tipo de comportamento que se espera de um servidor público. Solicitei que a permanência desse servidor fosse reavaliada com urgência”, disse o parlamentar.
Ele também alegou que Meireles foi nomeado por indicação política de um deputado federal do PT, reforçando sua crítica à postura do servidor em cargo de confiança.
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi submetido a uma cirurgia abdominal de 12 horas no último domingo (13), para tratar uma suboclusão intestinal. Segundo os médicos, o procedimento foi o mais delicado já realizado desde a facada que sofreu em 2018, durante a campanha presidencial.
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