Política Municipal
Paulo Cesar Lands Filho solicita afastamento da Prefeitura após denúncia de assédio e estupro de vulnerável
Ex-vereador de 38 anos afirma que apresentará provas de inocência; Prefeitura confirma abertura de processo administrativo e afastamento temporário
03/03/2026
06:45
MDX
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O ex-vereador e então secretário executivo da Juventude de Campo Grande, Paulo Cesar Lands Filho, de 38 anos, solicitou afastamento temporário de suas funções na noite de segunda-feira, 2 de março de 2026, após vir a público denúncia de assédio sexual e estupro de vulnerável envolvendo um servidor municipal de 22 anos.
Antes do pedido formal de afastamento, o ex-parlamentar havia sido realocado para outra pasta dentro da estrutura administrativa. Em nota oficial, a Prefeitura de Campo Grande informou que o gestor pediu afastamento para “dedicar-se a esclarecer os fatos” e confirmou que um processo administrativo foi instaurado.
“O secretário executivo da Juventude, Paulo Lands, solicitou na noite desta segunda-feira, 2 de março, o seu afastamento temporário de suas funções, para que possa dedicar-se a esclarecer os fatos. O município reitera que um processo administrativo está em curso e logo os fatos serão esclarecidos”, diz o comunicado.
A administração municipal também declarou que tomou conhecimento da denúncia envolvendo um servidor público acusado de estupro e que o investigado permanecerá afastado até a conclusão das apurações pelas autoridades competentes.
Em entrevista concedida no fim de semana ao portal Jornal Midiamax, Paulo Lands declarou que apresentará provas para sustentar sua inocência. Segundo ele, a entrega do material deve ocorrer nos próximos dias, com acompanhamento de advogado.
“Estou com todas as provas. Preciso aguardar o delegado para ir até a delegacia e entregar tudo”, afirmou. O ex-vereador acrescentou que a situação será “perfeitamente esclarecida”.
De acordo com o relato apresentado às autoridades, a vítima teria registrado duas denúncias administrativas antes de ser desligada do cargo em 27 de fevereiro de 2026. No mesmo dia, procurou uma delegacia da Capital para formalizar a denúncia criminal.
O jovem afirma que os episódios teriam começado em julho de 2025, inicialmente durante uma carona oferecida pelo superior hierárquico. Segundo o depoimento, houve contato físico não consentido, seguido de envio de mensagens com conotação sexual via aplicativo de mensagens.
Ainda conforme o relato, as investidas teriam se repetido dentro do ambiente de trabalho, com insinuações e aproximações físicas sem consentimento.
A denúncia inclui um episódio ocorrido em 12 de dezembro de 2025, após uma confraternização. Segundo o boletim, o servidor estaria embriagado e teria sido levado à residência do investigado após aceitar carona. A vítima relata que não se recorda integralmente do ocorrido devido ao consumo de álcool.
O caso envolve acusações de estupro de vulnerável, hipótese jurídica aplicada quando há impossibilidade de resistência por parte da vítima, além de assédio moral e sexual no ambiente profissional.
O caso está sob investigação da Polícia Civil e tramita paralelamente na esfera administrativa municipal. Até o momento, não houve decisão judicial sobre o mérito das acusações.
A Prefeitura informou que o afastamento permanecerá vigente até a conclusão das investigações e reafirmou compromisso com a apuração rigorosa dos fatos.
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