Política / Educação
Vander Loubet defende desburocratização da validação de diplomas universitários no Mercosul
Deputado sul-mato-grossense quer facilitar reconhecimento de diplomas, especialmente de brasileiros formados em Medicina no Paraguai
26/03/2025
13:45
DA REDAÇÃO
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O deputado federal Vander Loubet (PT-MS) se reuniu nesta terça-feira (25) com dirigentes do Ministério da Educação (MEC), em Brasília, para discutir formas de facilitar a validação de diplomas universitários entre os países que integram o Mercosul. A medida, segundo o parlamentar, é crucial para reduzir o déficit de profissionais da saúde no Brasil.
Durante a audiência, Vander esteve com Leonardo Barchini (secretário-executivo do MEC), Léo de Brito (assessor especial) e Marta Abramo (secretária de Regulação e Supervisão da Educação Superior). O deputado destacou a situação dos brasileiros formados em Medicina no Paraguai, que enfrentam grandes dificuldades para exercer a profissão no Brasil.
“Dos 45 mil estudantes de Medicina no Paraguai, 35 mil são brasileiros. Muitos deles querem voltar e trabalhar aqui, mas enfrentam uma burocracia enorme. Isso precisa mudar, especialmente para reforçar o atendimento em regiões mais distantes”, afirmou Vander.
Segundo os dirigentes do MEC, a melhor alternativa para desburocratizar a revalidação dos diplomas passa pelo Sistema Arcu-Sul — Sistema de Acreditação Regional de Cursos de Graduação do Mercosul e Estados Associados. O programa tem como objetivo garantir a qualidade acadêmica dos cursos superiores da região e reconhecer diplomas com mais agilidade.
O sistema é permanente e abrange Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru.
“Como membro da representação brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul), vou trabalhar para que o Arcu-Sul seja fortalecido e tenha capacidade de atender a crescente demanda por reconhecimento de diplomas”, declarou o parlamentar.
Vander ressaltou que facilitar a revalidação de diplomas contribui diretamente para suprir a carência de profissionais da saúde, especialmente em cidades do interior e áreas periféricas dos grandes centros.
“Temos brasileiros qualificados se formando fora do país. Em vez de barrá-los, precisamos criar um sistema eficiente e justo que permita o retorno desses profissionais ao nosso sistema de saúde.”
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