Infraestrutura / Desenvolvimento
Rota Bioceânica entra na reta final e exige preparação econômica de Mato Grosso do Sul
Com 90% da ponte concluída entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, Gerson Claro defende novos investimentos para aproveitar o corredor internacional
09/07/2026
11:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A construção da Ponte Internacional da Rota Bioceânica alcançou aproximadamente 90% de execução e está a apenas 5,60 metros de completar a ligação física entre Brasil e Paraguai. Para o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, deputado estadual Gerson Claro, o avanço coloca o Estado diante de uma nova etapa econômica, que dependerá de planejamento e infraestrutura para gerar resultados concretos.
A estrutura atravessa o Rio Paraguai e conecta Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, ao município paraguaio de Carmelo Peralta. A ponte será um dos principais pontos do Corredor Rodoviário Bioceânico, projetado para integrar Brasil, Paraguai, Argentina e Chile e facilitar o acesso aos portos chilenos localizados no Oceano Pacífico.
Com a nova rota, cargas produzidas no Brasil poderão percorrer um caminho mais curto até mercados da América do Sul e da Ásia. A expectativa é reduzir o tempo das viagens, os custos logísticos e a dependência dos trajetos tradicionais utilizados para alcançar os portos do Oceano Atlântico.
Na avaliação de Gerson Claro, o impacto do corredor não ficará restrito ao transporte de mercadorias. O parlamentar considera que a integração internacional poderá estimular investimentos em setores como indústria, comércio, turismo, serviços e armazenagem, além de ampliar a geração de empregos em diferentes regiões do Estado.

“A conclusão da ponte representa uma mudança estrutural para Mato Grosso do Sul. O Estado passa a ocupar uma posição estratégica em um corredor internacional que encurta distâncias, amplia a competitividade da produção e cria condições para atrair investimentos em logística, indústria, comércio, turismo e serviços”, afirmou.
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) acompanhou de perto o andamento do projeto durante uma visita técnica realizada em agosto do ano passado, em Porto Murtinho. A agenda reuniu integrantes dos poderes Executivo e Legislativo, além de representantes paraguaios, para verificar o cronograma da construção e discutir as estruturas necessárias ao funcionamento da rota.
Apesar da proximidade da conclusão da ponte, Gerson Claro alertou que a entrega da obra não encerra o trabalho necessário para inserir Mato Grosso do Sul no comércio internacional. Segundo ele, o Estado ainda precisa ampliar investimentos em rodovias, áreas aduaneiras, segurança, tecnologia, inovação e qualificação profissional.
“A ponte é o marco de uma nova fase, mas ela, por si só, não resolve tudo. O próximo passo é preparar Mato Grosso do Sul para aproveitar as oportunidades que essa integração vai proporcionar. Isso passa por infraestrutura complementar, planejamento, segurança jurídica e um ambiente favorável para novos investimentos”, declarou.
Além da estrutura sobre o Rio Paraguai, estão em andamento obras de acessos rodoviários, instalações alfandegárias e outros projetos logísticos ligados ao corredor. A capacidade de concluir esse conjunto de investimentos será decisiva para que Mato Grosso do Sul transforme sua localização geográfica em expansão empresarial, empregos e maior competitividade para a produção regional.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
Guerra das Malvinas e chaveamento impedem árbitros de Inglaterra e Argentina de apitar rivais
Leia Mais
Valdemar admite extinguir comando nacional do PL Mulher após saída de Michelle
Leia Mais
Carlão apoia afastamentos após suspeitas de irregularidades na regulação da saúde
Leia Mais
Campo Grande amplia cirurgias pelo Vira CG Saúde com apoio do Hospital São Julião
Municípios