Campo Grande (MS), Quinta-feira, 25 de Junho de 2026

Política / Desenvolvimento

Lula retoma UFN-III em Três Lagoas com obra de R$ 5 bilhões e apoio de Gleice Jane

Fábrica de fertilizantes ficou parada por mais de 10 anos e deve gerar cerca de 8 mil empregos em Mato Grosso do Sul

25/06/2026

08:30

DA REDAÇÃO

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A retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III, a UFN-III, em Três Lagoas, será um dos principais atos da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Mato Grosso do Sul nesta quinta-feira, 25 de junho de 2026. O projeto, parado há mais de 10 anos, volta ao centro da agenda industrial do Estado com investimento superior a R$ 5 bilhões.

A unidade é considerada estratégica para a economia sul-mato-grossense e para a política nacional de fertilizantes. A previsão é de que a retomada da construção gere aproximadamente 8 mil empregos diretos e indiretos durante a execução das obras. A entrada em operação está prevista para 2029.

A deputada estadual Gleice Jane, do PT, destacou que a decisão da Petrobras de concluir a fábrica representa um avanço para Três Lagoas e para Mato Grosso do Sul. Segundo ela, o empreendimento deve fortalecer a indústria, ampliar a geração de empregos e reduzir a dependência brasileira da importação de fertilizantes.

“Estamos falando de uma obra que ficou mais de dez anos parada e que agora volta a movimentar a economia de Mato Grosso do Sul. É um investimento que gera empregos, fortalece nossa indústria e reduz a dependência do Brasil da importação de fertilizantes, algo fundamental para um país que é uma potência agrícola”, afirmou Gleice Jane.

Durante a agenda em Três Lagoas, Lula participa da assinatura dos contratos entre a Petrobras e as empresas vencedoras das licitações para concluir a construção da unidade. Os recursos fazem parte do Novo PAC, programa federal que reúne investimentos em infraestrutura e desenvolvimento.

A história da UFN-III começou em 2011, durante o governo da então presidente Dilma Rousseff. O projeto foi criado para ampliar a produção nacional de ureia e amônia, dois insumos fundamentais para a fabricação de fertilizantes nitrogenados usados no agronegócio.

Quando as obras foram interrompidas, em novembro de 2014, cerca de 81% da estrutura já havia sido concluída. A fábrica estava próxima de iniciar as operações, mas permaneceu sem finalização entre 2015 e 2022.

Nesse período, a Petrobras passou por uma política de venda de ativos e redução de sua participação no setor de fertilizantes. A unidade chegou a ser negociada com empresas privadas, mas nenhuma tratativa resultou na conclusão da venda ou na retomada das obras.

Com a mudança de orientação da estatal nos últimos anos, a UFN-III voltou a integrar a estratégia da companhia. A Petrobras decidiu manter a unidade sob seu controle e finalizar a construção. Parte dos investimentos também será usada na recuperação de estruturas e equipamentos que se deterioraram durante o período de paralisação.

Quando estiver em funcionamento, a fábrica deverá produzir grandes volumes de ureia e amônia por dia. A expectativa é que a unidade ajude a ampliar a capacidade nacional de fabricação de fertilizantes e diminua a exposição do Brasil às oscilações do mercado internacional.

Para Gleice Jane, a retomada da obra tem impacto que vai além da construção civil e da indústria. A deputada afirma que o projeto representa uma política de desenvolvimento com reflexos diretos no emprego, na produção agrícola e na soberania econômica do país.

“Não se trata apenas de concluir uma obra. Estamos retomando um projeto que gera oportunidades, fortalece a produção nacional e demonstra que o Estado voltou a investir em iniciativas capazes de transformar a vida das pessoas”, destacou.

Depois da agenda em Três Lagoas, o presidente Lula segue para o Assentamento Itamarati, em Ponta Porã. No local, participa de atos voltados à reforma agrária, regularização fundiária e fortalecimento da agricultura familiar.

A visita presidencial coloca Mato Grosso do Sul em uma agenda dupla de desenvolvimento. De um lado, a retomada de um grande empreendimento industrial em Três Lagoas. De outro, ações fundiárias e produtivas em Ponta Porã, com impacto direto em famílias assentadas e na agricultura familiar do Estado.


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