Campo Grande (MS), Quinta-feira, 25 de Junho de 2026

Polícia / Saúde

Casal é investigado após agredir equipe médica e quebrar consultório no Hospital Regional

Confusão ocorreu durante atendimento a criança com TEA; caso foi registrado como ameaça, dano e vias de fato

24/06/2026

21:00

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

Um casal, de 40 e 49 anos, é investigado pela Polícia Civil após uma confusão no ambulatório de pediatria do Hospital Regional de Campo Grande, na tarde desta quarta-feira, 24 de junho de 2026. Segundo o boletim de ocorrência, os dois teriam agredido profissionais de saúde, danificado equipamentos do consultório e deixado o local antes da chegada da Polícia Militar.

O caso ocorreu durante o atendimento ao filho do casal, uma criança diagnosticada com TEA, o transtorno do espectro autista. De acordo com o registro policial, a criança aguardava consulta e estava agitada no momento em que a situação começou a sair do controle.

A Polícia Militar foi acionada depois que uma médica informou ao Copom, o Centro de Operações da Polícia Militar, que estava sendo agredida dentro do ambulatório de pediatria. Quando a equipe chegou ao hospital, o casal já havia fugido em um veículo preto.

A médica residente que fazia o atendimento inicial relatou que os pais demonstraram insatisfação com a condução do atendimento e passaram a desacatar a equipe. A profissional responsável pelo setor informou aos policiais que foi abordada pelo pai da criança, que teria feito ofensas e ameaças.

Diante do clima de tensão, a médica decidiu interromper o atendimento. Segundo o boletim de ocorrência, foi nesse momento que a mãe da criança passou a destruir objetos do consultório. Ela teria arremessado contra o chão um computador, uma impressora e um armário de medicamentos, além de continuar ameaçando as profissionais que estavam na sala.

Ainda conforme o registro, as médicas tentaram deixar o consultório, mas o homem teria segurado a porta pelo lado de fora, impedindo a saída das profissionais. A situação só foi parcialmente contida quando uma assistente administrativa tentou intervir para retirar a equipe médica do ambiente.

A funcionária, no entanto, também teria sido agredida pela mulher. Ela relatou dores nos ombros e teve o telefone celular danificado durante a confusão. Duas servidoras do hospital se colocaram à disposição para prestar depoimento como testemunhas.

As vítimas informaram que pretendem representar criminalmente contra os autores. O caso foi registrado como ameaça, dano e vias de fato, e deverá ser apurado pela Polícia Civil.

O episódio expõe mais uma situação de violência contra profissionais de saúde dentro de unidade hospitalar. Além dos danos materiais, o caso interrompeu o atendimento, colocou servidores em risco e mobilizou equipes de segurança em um ambiente voltado ao cuidado de pacientes.


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