Política / Eleições 2026
PL adia definição ao Senado e mantém pré-candidatos em compasso de espera em MS
Lista nacional com nomes apoiados por Bolsonaro deve incluir Mato Grosso do Sul, mas indefinição aumenta tensão interna
23/06/2026
07:30
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
A disputa pelas indicações do PL ao Senado em Mato Grosso do Sul segue sem definição pública e mantém pré-candidatos em clima de expectativa. Lideranças do partido no Estado foram informadas de que os nomes escolhidos serão divulgados dentro de uma lista nacional com os demais candidatos apoiados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, presidente de honra da legenda.
A expectativa inicial era de que a decisão sobre Mato Grosso do Sul fosse anunciada no começo do mês. No entanto, a definição foi adiada porque Flávio Bolsonaro ainda trata com o pai a composição das candidaturas ao Senado nos estados. Com isso, os grupos políticos envolvidos seguem aguardando uma sinalização oficial da direção nacional.
Nos bastidores, o atraso ampliou a incerteza entre os pré-candidatos. A avaliação de lideranças locais é de que a escolha pode mudar até o anúncio final, especialmente diante das pressões internas e da disputa por espaço dentro do campo bolsonarista no Estado.
Se o critério adotado for o desempenho em pesquisas, como teria sido combinado segundo Reinaldo Azambuja, os nomes mais cotados seriam o do próprio Reinaldo Azambuja e o de Capitão Contar. Levantamentos dos institutos Quaest e Paraná Pesquisas, encomendados pelos diretórios estadual e nacional do PL, teriam apontado Contar em posição mais favorável do que Marcos Pollon.
No grupo de Capitão Contar, a expectativa é de que ele seja confirmado na lista nacional. Aliados afirmam ter recebido a informação de que Bolsonaro deverá seguir a chamada “vontade do povo”, com base em pesquisas eleitorais. O principal receio, no entanto, é que o ex-presidente mude de posição antes da divulgação oficial.
Já Marcos Pollon aposta no anúncio feito por Bolsonaro em fevereiro, quando o ex-presidente divulgou uma carta indicando apoio ao seu nome. O deputado tem usado o documento como argumento político junto aos eleitores e a aliados, afirmando que qualquer mudança representaria desrespeito à posição manifestada anteriormente pelo líder do partido.
Nesta terça-feira, Pollon voltou a publicar a carta nas redes sociais e informou que levaria a mensagem atribuída a Bolsonaro a Corumbá e Ladário. A movimentação reforça a tentativa de manter viva a indicação anterior enquanto a direção nacional não formaliza a escolha.
A indefinição também coloca pressão sobre a articulação estadual do PL, que precisa acomodar interesses de lideranças locais, pesquisas internas, compromissos políticos e a influência direta da família Bolsonaro na montagem das chapas ao Senado.
A reportagem procurou Reinaldo Azambuja e o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, para comentar a demora no anúncio dos nomes. Eles não responderam até a publicação.
Enquanto a lista nacional não é divulgada, os pré-candidatos seguem em campanha informal, tentando consolidar apoio interno e demonstrar força eleitoral. A decisão terá impacto direto na formação das alianças para 2026 e pode reorganizar o tabuleiro da direita em Mato Grosso do Sul.
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