Política / Eleições 2026
PL em MS adia definição para o Senado e aguarda articulação com Flávio Bolsonaro
Pesquisas internas apontam Capitão Contar, mas escolha ainda depende de acordo nacional e da posição de Jair Bolsonaro
22/06/2026
09:45
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
A definição do segundo nome do PL de Mato Grosso do Sul para a disputa ao Senado segue em aberto. Embora pesquisas internas tenham indicado Capitão Contar como o melhor posicionado entre os nomes avaliados, lideranças do partido ainda aguardam uma articulação nacional envolvendo Flávio Bolsonaro e o ex-presidente Jair Bolsonaro.
No Estado, o partido já trabalha com a presença de Reinaldo Azambuja, do PL, e do governador Eduardo Riedel, do PP, na composição majoritária para a eleição de outubro. A dúvida está justamente sobre quem ocupará a outra vaga ao Senado dentro do grupo político.
A legenda realizou duas pesquisas e enviou os resultados ao diretório nacional. Os levantamentos teriam colocado Capitão Contar em posição favorável, o que reforçou a tese defendida por parte do diretório estadual de que a escolha deveria seguir critérios eleitorais. Mesmo assim, o anúncio ainda não foi feito.
O presidente estadual do PL, Reinaldo Azambuja, afirmou em diferentes momentos que as pesquisas serviriam como base para a definição. A demora, porém, aumentou a percepção interna de que a decisão também passará pelo aval direto de Jair Bolsonaro, que mantém influência sobre os rumos da legenda.
A missão de tratar do assunto com o ex-presidente foi repassada a Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência. A tentativa é convencê-lo a apoiar o nome de Capitão Contar, considerando o desempenho apontado nos levantamentos atribuídos aos institutos Quest e Paraná.
O impasse ocorre porque outros nomes também reivindicam espaço. Marcos Pollon afirma ter sido escolhido por Bolsonaro e usa como argumento uma carta divulgada por Michelle Bolsonaro em fevereiro, na qual seu nome aparece entre os indicados pelo ex-presidente.
Nos bastidores, integrantes do partido avaliam que uma nova manifestação pública de Jair Bolsonaro poderia alterar completamente o cenário interno. Por isso, mesmo com pesquisas concluídas e prazos já vencidos para o anúncio, dirigentes evitam cravar uma decisão.
Capitão Contar defende que o partido mantenha o critério das pesquisas. Segundo ele, o próprio ex-presidente teria prometido espaço a diferentes lideranças, incluindo Reinaldo Azambuja, Marcos Pollon, Gianni Nogueira e ele próprio. Por esse motivo, a consulta eleitoral seria, na avaliação dele, uma forma de resolver a disputa com mais equilíbrio.
Do outro lado, aliados de Marcos Pollon sustentam que a carta atribuída a Bolsonaro ainda tem peso político e não pode ser ignorada pelo diretório. Pessoas próximas a Michelle Bolsonaro também afirmam que ainda não há conclusão definitiva sobre a escolha.
Com a disputa indefinida, o PL de Mato Grosso do Sul permanece em compasso de espera. A decisão final deve influenciar diretamente a composição da chapa majoritária, a organização da campanha no Estado e o equilíbrio interno entre os grupos ligados a Reinaldo Azambuja, Capitão Contar, Marcos Pollon e ao núcleo nacional bolsonarista.
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