Saúde / Trabalho
Nova lei amplia direito de trabalhador CLT fazer exames preventivos sem desconto no salário
Regra garante até três dias de ausência remunerada por ano e obriga empresas a informar empregados sobre o benefício e ações de prevenção
12/04/2026
16:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
Trabalhadores com carteira assinada passaram a contar com um reforço legal para realizar exames médicos preventivos sem prejuízo na remuneração. A nova norma sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva garante ao empregado o direito de se ausentar por até três dias por ano, com salário mantido, para cuidar da própria saúde e fazer exames de prevenção.
A medida altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e mantém um direito que já existia, mas agora com uma novidade importante: as empresas passam a ter obrigação de informar os trabalhadores sobre esse benefício e de promover orientação preventiva dentro do ambiente de trabalho.
Na prática, isso significa que o empregado contratado pelo regime CLT pode faltar ao trabalho, de forma remunerada, para realizar exames preventivos devidamente comprovados. A proposta da lei é ampliar o acesso ao cuidado com a saúde e estimular o diagnóstico precoce, reduzindo barreiras que muitas vezes levavam o trabalhador a adiar consultas e exames por receio de desconto no salário.
Além de assegurar a ausência remunerada, a nova regra determina que as empresas adotem medidas de conscientização e incentivo. Entre as ações esperadas estão a divulgação de informações sobre prevenção, campanhas de orientação e estímulo à realização de exames, especialmente os relacionados a doenças como câncer de mama, câncer de próstata, câncer do colo do útero e infecções por HPV.
Para utilizar o benefício, o trabalhador precisa apresentar comprovação do comparecimento ao exame, conforme as exigências legais e as rotinas administrativas da empresa. O afastamento remunerado não significa inscrição automática em qualquer procedimento médico, mas sim um direito voltado especificamente à prevenção, dentro do limite anual previsto na legislação.
A expectativa do governo é que a medida contribua para ampliar o cuidado preventivo e, no médio prazo, reduza o número de afastamentos prolongados por doenças descobertas tardiamente. A lógica é simples: quanto mais cedo o problema é identificado, maiores tendem a ser as chances de tratamento com menos impacto para o trabalhador e para o próprio mercado de trabalho.
Na avaliação oficial divulgada pelo governo, a nova lei busca aproximar saúde e trabalho de forma mais prática, transformando um direito pouco conhecido em uma obrigação mais clara para as empresas e em uma proteção mais concreta para quem precisa cuidar da saúde sem abrir mão da renda.
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