Política / Partidos
PL amplia presença na Assembleia de MS e se consolida como maior bancada após janela partidária
Com sete deputados estaduais, legenda ligada ao bolsonarismo assume protagonismo no Legislativo e reforça avanço do campo conservador para as eleições no Estado
27/03/2026
20:00
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
O Partido Liberal (PL) caminha para se tornar a maior bancada da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) ao fim da janela partidária, marcada para 4 de abril. Com a entrada de Marcio Fernandes, Mara Caseiro, Paulo Corrêa, Zé Teixeira e Lucas de Lima, a sigla passará a contar com sete deputados estaduais, ampliando de forma significativa sua presença no Parlamento sul-mato-grossense.
Os novos filiados se juntarão aos deputados Coronel David e Neno Razuk, que já integram o partido, consolidando o PL como o maior grupo da Casa. A movimentação representa uma mudança importante no equilíbrio interno da Assembleia e evidencia o fortalecimento do campo conservador no Estado, especialmente do setor mais identificado com o bolsonarismo.
Com essa reconfiguração, o PL assume o espaço que vinha sendo ocupado pelo PSDB, legenda que, apesar das perdas, conseguiu preservar parte de sua representação no Legislativo. Os tucanos seguirão com Paulo Duarte, Jamilson Name, Lia Nogueira e Pedro Arlei Caravina, em um cenário de reorganização partidária e disputa pela sobrevivência política diante do enfraquecimento nacional da sigla.
Outro partido que também cresce na Assembleia é o Republicanos, que amplia sua bancada com a chegada de Pedro Pedrossian Neto e Renato Câmara, que passam a atuar ao lado de Antonio Vaz. A legenda, que tem identidade alinhada ao conservadorismo religioso e político, surge como mais um polo de fortalecimento da direita no Legislativo estadual.
No campo governista, o PP, partido do governador Eduardo Riedel, mantém posição de destaque e segue como aliado importante do PL no cenário estadual. Já a federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, reúne nomes como Londres Machado e Gerson Claro, pelo PP, além de Roberto Hashioka e Rinaldo Modesto, pelo União Brasil.
Em outra movimentação de impacto, o deputado estadual João Henrique Catan, que era apontado como pré-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, deixou o PL e se filiou ao Novo, buscando construir nova plataforma para a disputa eleitoral.
A ascensão dos partidos mais à direita ocorre em meio à perda de espaço de legendas historicamente vistas como mais moderadas, como PSDB, MDB, PSD e Podemos. O rearranjo partidário mostra um deslocamento claro no eixo político da Assembleia, com crescimento das siglas de perfil mais conservador e redução da presença de partidos de centro.
Nesse processo, nomes tradicionais como Mara Caseiro, Paulo Corrêa e Zé Teixeira deixaram o PSDB e migraram para o PL, enquanto Marcio Fernandes, egresso do MDB, também aderiu à nova configuração. Lucas de Lima, que estava sem partido, completa o grupo que fortalece a bancada liberal.
Além disso, Pedro Pedrossian Neto e Renato Câmara deixaram, respectivamente, o PSD e o MDB para ingressar no Republicanos. Já Rinaldo Modesto saiu do Podemos para se filiar ao União Brasil, legenda que se mantém no campo da centro-direita, embora hoje esteja mais integrada ao bloco conservador que orbita em torno do governo estadual.
No campo da esquerda, o PT permanece como principal força de oposição ao grupo majoritário na Assembleia, com três representantes: a deputada estadual Gleice Jane e os deputados estaduais Pedro Kemp e Zeca do PT.
O novo desenho partidário da Alems antecipa um cenário de disputa mais polarizada para as próximas eleições em Mato Grosso do Sul, com crescimento expressivo das legendas de direita e maior pressão sobre os partidos tradicionais que, até pouco tempo, dominavam a política estadual.
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