Campo Grande (MS), Sexta-feira, 27 de Março de 2026

Saúde / Pública

Estado reforça combate ao Aedes e entrega bombas costais para os 79 municípios de Mato Grosso do Sul

Equipamentos adquiridos com investimento de R$ 650,4 mil ampliam a capacidade de resposta local em meio ao avanço da dengue, chikungunya e zika

27/03/2026

15:00

DA REDAÇÃO

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O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), iniciou a distribuição de 150 bombas costais para os 79 municípios do Estado, com o objetivo de intensificar o combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, chikungunya e zika. A aquisição dos equipamentos representa investimento de R$ 650.498,00 em recursos próprios e atende critérios técnicos e demandas locais definidas pela vigilância em saúde.

A medida ocorre em um momento de maior pressão sobre os serviços públicos de saúde, com municípios registrando aumento de casos e, em alguns pontos, situações de surto. Segundo a secretária-adjunta da SES, Crhistinne Maymone, o cenário exige resposta rápida, articulada e alinhada entre Estado e prefeituras para ampliar a efetividade das ações em campo.

As bombas costais são utilizadas para aplicação direcionada de inseticidas em áreas estratégicas, como residências, terrenos e locais com maior incidência do vetor. O equipamento permite ações mais ágeis de bloqueio e maior precisão na pulverização, especialmente em pontos críticos de circulação do mosquito. Conforme explicou o coordenador de Controle de Vetores da SES, Mauro Lúcio Rosário, o sistema funciona com reservatório acoplado às costas do agente, com pressurização que favorece a aplicação focal do produto.

A superintendente de Vigilância em Saúde, Larissa Castilho, destacou que os novos equipamentos têm impacto direto na atuação das equipes, sobretudo em áreas com maior incidência de arboviroses. Segundo ela, a aplicação direcionada permite respostas mais rápidas e eficientes nos bloqueios, contribuindo para reduzir a circulação das doenças.

Em Paraíso das Águas, o secretário municipal de Saúde, Ueder Pereira de Paula, afirmou que o apoio estrutural do Estado tem sido importante para municípios de pequeno porte. Ele citou, inclusive, a disponibilização anterior de uma caminhonete pelo governo como reforço relevante para as ações locais. Ao mesmo tempo, observou que o sucesso do enfrentamento também depende da colaboração dos moradores, especialmente na eliminação de focos dentro das residências.

No município de Porto Murtinho, o gerente de Vigilância em Saúde, Vilso de Campos, avaliou que a cidade tem mantido os índices sob controle graças a um trabalho contínuo de prevenção, organização das equipes e monitoramento permanente. Segundo ele, o novo equipamento permitirá ampliar a cobertura das ações, com potencial para atender cerca de 180 casas por dia em sistema de revezamento entre os agentes.

Já em Vicentina, a secretária municipal de Saúde, Ludelça Dorneles dos Santos, relembrou o surto de chikungunya enfrentado pelo município no ano passado e afirmou que o reforço chega em momento estratégico, ajudando a evitar um novo quadro crítico. A gestora destacou que o Estado esteve presente durante o período mais difícil e ressaltou que a parceria continua sendo fundamental para o controle da doença, especialmente diante da situação delicada na macrorregião de Dourados.

Em Fátima do Sul, que aparece entre os municípios com maior incidência recente de chikungunya, a secretária municipal de Saúde, Regiane Freire, informou que a cidade tem intensificado as ações de controle com foco na eliminação de criadouros e no bloqueio de áreas críticas. O município conta com quatro bombas costais, além de fumacê e pontos de instalação de ovitrampas, e realizou recentemente uma ação que alcançou cerca de 700 quarteirões com varredura e eliminação de focos. Mesmo assim, o cenário ainda exige vigilância constante.

O material também reforça que a prevenção continua sendo a principal ferramenta no enfrentamento ao mosquito. A orientação é que a população elimine recipientes que possam acumular água parada, como garrafas, pneus, calhas entupidas e pratos de plantas, além de manter caixas d’água vedadas e atenção redobrada com ralos, quintais e outros pontos menos visíveis.

A entrega das bombas costais ocorre após um processo anterior de reforço logístico da vigilância em saúde no Estado. Segundo o texto, a estruturação da frota incluiu a distribuição de mais de 50 caminhonetes para municípios de diferentes regiões em etapas realizadas em fevereiro e novembro, ampliando a mobilidade das equipes nas visitas domiciliares, bloqueios e ações de controle vetorial.


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