Campo Grande (MS), Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2026

Interior / Terenos

Moradores de Terenos organizam protesto e cobram cassação de prefeito afastado

Manifestação marcada para 15 de março no Jardim Cerrado também pressiona vereadores por posicionamento

12/02/2026

08:00

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

Moradores de Terenos, município localizado a 25 quilômetros de Campo Grande, organizam uma manifestação pública para o próximo 15 de março, com foco na cobrança de providências políticas diante dos desdobramentos da Operação Spotless. Entre as principais reivindicações está a cassação do prefeito afastado, Henrique Budke (PSDB).

O ato está previsto para ocorrer no bairro Jardim Cerrado e terá como pautas centrais os temas “Chega de corrupção”, “Fora Henrique Budke” e “Se posicionem, vereadores”. Até o momento, o horário da mobilização não foi divulgado.

Morador da cidade, Gabriel de Oliveira afirma que a população demonstra insatisfação com os recentes escândalos envolvendo a administração municipal. “A gente está cansado de ver as coisas acontecendo, dinheiro sendo desviado e a cidade cheia de buracos, sem remédios. Isso é um total absurdo”, declarou.

Outro morador, Guilherme Santana da Silva, acompanhou a primeira sessão da Câmara após o afastamento e criticou a postura do Legislativo. “A gente não vê posicionamento deles. Estamos jogados à sorte”, afirmou.

Dois salários para o Executivo

Com cerca de 18 mil habitantes, Terenos atualmente paga remuneração a dois chefes do Executivo municipal. Desde setembro de 2025, quando foi afastado sob acusação de supostamente liderar esquema de corrupção investigado pelo Gaeco, Henrique Budke permanece recebendo vencimentos proporcionais. O cargo passou a ser exercido interinamente pelo vice-prefeito Arlindo Landolfi (Republicanos), que passou a receber salário integral de prefeito.

Dados da folha de pagamento indicam que, em novembro de 2025, os dois receberam juntos R$ 29.870,78. O salário líquido de Budke foi de R$ 12.199,84, enquanto Landolfi recebeu R$ 17.670,94.

Até agosto de 2025, o vice-prefeito recebia salário bruto de R$ 16 mil, com vencimento líquido de R$ 11.870,94. No mês da deflagração da operação, Budke recebeu apenas R$ 395,56, valor proporcional ao período trabalhado antes do afastamento. Já Landolfi recebeu remuneração proporcional de R$ 15.544,27.

Em outubro, primeiro mês completo após o afastamento, o município desembolsou R$ 24.811,80 com os dois gestores.

A mobilização popular ocorre em meio às investigações ainda em curso e ao debate político sobre os impactos administrativos e financeiros decorrentes da situação.


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