Política Internacional
Donald Trump assina carta que cria o Conselho da Paz e afirma que órgão atuará em coordenação com a ONU
Novo organismo é oficializado em Davos, mas declarações anteriores do presidente dos EUA levantam dúvidas sobre os reais objetivos da iniciativa
22/01/2026
09:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira (22), em Davos, na Suíça, a carta que oficializa a criação do Conselho da Paz, novo organismo internacional proposto por Washington. A assinatura ocorreu pouco depois de Trump afirmar que o Conselho atuará “em coordenação” com a Organização das Nações Unidas (ONU).
Durante a cerimônia, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou a entrada em vigor do documento.
“A carta entra agora em vigor, e o Conselho da Paz passa a ser oficialmente uma organização internacional”, declarou Leavitt, diante de líderes de países que aceitaram o convite dos Estados Unidos para integrar o novo fórum.
De acordo com a Casa Branca, ao menos 35 dos cerca de 50 chefes de Estado e de governo convidados concordaram em participar da iniciativa. Ainda assim, Trump afirmou que todos os países estão convidados a aderir ao Conselho da Paz, sinalizando a intenção de ampliar o alcance global do organismo.
Embora o presidente americano tenha declarado que o Conselho atuará de forma coordenada com a ONU, posições anteriores de Trump em relação ao multilateralismo e a organismos internacionais levantam questionamentos sobre o real papel do novo órgão e sobre possíveis sobreposições ou disputas de protagonismo no cenário diplomático global.
Analistas observam que a criação do Conselho da Paz pode representar tanto uma tentativa de reposicionar os Estados Unidos como liderança central em negociações internacionais, quanto uma estratégia para reduzir a influência direta da ONU em temas ligados à mediação de conflitos e à segurança internacional.
Até o momento, não foram divulgados detalhes operacionais, como estrutura de governança, financiamento ou competências específicas do Conselho da Paz, pontos que devem ser esclarecidos nos próximos meses à medida que os países participantes formalizem sua adesão.
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