Política Internacional
Captura de Maduro é “marco histórico”, diz João Henrique Catan ao elogiar ação de Trump
Deputado de MS afirma que ofensiva dos EUA representa avanço contra narcotráfico e autoritarismo na América Latina
03/01/2026
08:30
DA REDAÇÃO
©ARQUIVO
O deputado estadual de Mato Grosso do Sul João Henrique Catan (PL) classificou como “um marco” a suposta captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos, elogiando a condução da operação anunciada pelo presidente Donald Trump.
Em declaração ao Jornal Midiamax, Catan disse apoiar a ação e a associou ao combate ao narcotráfico e ao autoritarismo na região. “Meu total apoio como deputado de direita alinhado às pautas do presidente Donald Trump. Maduro não é apenas um ditador de esquerda, mas foi formalmente acusado na Justiça dos EUA por narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína e por chefiar uma rede criminosa conhecida como ‘Cartel de los Soles’”, afirmou.
Para Catan, a decisão de capturar Maduro decorre de uma estratégia firme da Casa Branca. Ele citou a elevação da recompensa por informações que levassem à prisão do líder venezuelano — até US$ 50 milhões — e a combinação de sanções, pressão diplomática e ações de inteligência.
O parlamentar também vinculou a operação ao contexto eleitoral venezuelano. Segundo ele, o pleito que declarou vencedor Edmundo González Urrutia teria ocorrido em meio a fortes indícios de fraude, com questionamentos sobre atas eleitorais e contestação internacional. Na avaliação do deputado, o processo teria sido usado como “fachada” para a manutenção do regime no poder, e o presidente eleito deveria ser convocado a assumir o governo conforme a vontade popular.
De acordo com a CBS News, Maduro e a esposa, Cilia Flores, teriam sido capturados por equipes da Delta Force, unidade de elite do Exército dos EUA. A emissora cita um oficial americano como fonte.
Na madrugada deste sábado (3), explosões foram ouvidas em Caracas, com aeronaves sobrevoando a capital em baixa altitude. A vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez afirmou, em pronunciamento na TV estatal, que o governo não tem informações sobre o paradeiro do presidente e exigiu prova de vida.
Trump confirmou a operação em redes sociais, dizendo que Maduro e Cilia Flores foram retirados do país por via aérea, sem revelar o destino. Uma coletiva de imprensa para detalhar a ação foi anunciada para as 13h (horário de Brasília).
As informações sobre a captura ainda não contam com confirmação independente de organismos internacionais. O caso segue em desenvolvimento, e a reportagem será atualizada conforme novas verificações oficiais.
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