Política Internacional
Associação Venezuelana em Campo Grande fala em “esperança e preocupação” após anúncio de captura de Maduro
Comunidade imigrante em MS acompanha crise com expectativa de mudanças e temor por impactos no país de origem
03/01/2026
08:00
DA REDAÇÃO
©ARQUIVO
A suposta captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, em uma operação atribuída às forças especiais dos Estados Unidos, repercutiu entre imigrantes venezuelanos que vivem em Campo Grande. A ação, divulgada pela CBS News e confirmada pelo presidente americano Donald Trump, ainda carece de confirmação independente sobre o paradeiro do casal.
Em Mato Grosso do Sul, a comunidade venezuelana relata sentimentos mistos, que vão da esperança por mudanças políticas à preocupação com possíveis consequências para familiares e civis que permanecem no país.
Presidente da Associação Venezuelana em Campo Grande, Mirtha Carpio afirma que parte dos imigrantes enxerga a ação militar americana como um esforço para combater o narcotráfico na Venezuela.
“Maduro, a esposa, Diosdado, Jorge Rodríguez e outros são conhecidos como o ‘cartel dos sóis’. Não sabemos se há civis feridos, mas os militares estão deixando os quartéis assustados. O ataque foi seletivo e direcionado apenas a instalações militares. Até agora, a população civil permanece em casa”, relatou.
Ela ressalta, no entanto, que há apreensão diante da instabilidade e da falta de informações confirmadas sobre o impacto real da operação.
Segundo Mirtha Carpio, o momento é visto como decisivo para o futuro da Venezuela. Ela cita a líder oposicionista María Corina Machado, apontada por setores da oposição como figura central no processo de transição política.
“María Corina já havia enviado um comunicado pedindo para nos organizarmos. Indiretamente, enviou aos militares a mensagem de não desertar, de se cuidarem e de ajudarem a restabelecer a paz. Quem não concorda é porque faz parte do regime”, afirmou.
Para a presidente da associação, a oposição acredita que a dirigente terá papel central na reconstrução institucional do país, apesar dos desafios.
“Sabemos que não será fácil, mas esse governo não poderia continuar. A população venezuelana está morrendo de fome e sofrendo com a falta de atendimento em diversas áreas”, completou.
O governo venezuelano contesta as versões divulgadas pelos EUA e exige prova de vida de Maduro. Organismos internacionais e países da região acompanham a crise com cautela, enquanto não há confirmação independente sobre a captura nem informações oficiais sobre eventuais vítimas civis.
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