Campo Grande (MS), Segunda-feira, 05 de Janeiro de 2026

Política Internacional

China, Rússia e Irã condenam ação dos EUA na Venezuela; Macron declara apoio

Reações globais expõem divisão internacional após ofensiva americana e captura de Nicolás Maduro

04/01/2026

06:30

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

A ação militar dos Estados Unidos na Venezuela provocou reações imediatas e divergentes da comunidade internacional. Enquanto China, Rússia e Irã condenaram duramente a operação, o presidente da França, Emmanuel Macron, manifestou apoio à ofensiva americana e afirmou que o povo venezuelano “está livre da ditadura”.

Apoio da França e defesa da transição

Macron declarou que a queda de Nicolás Maduro representa o fim de um regime que causou “grave dano à dignidade do próprio povo”. O presidente francês disse esperar que Edmundo González Urrutia, a quem chamou de presidente eleito em 2024, consiga assegurar uma transição política rápida no país.

Horas antes, porém, o chanceler francês Jean-Noël Barrot havia adotado tom distinto, afirmando que a ação dos EUA contraria o princípio do não uso da força, um dos pilares do Direito Internacional. Apesar disso, Barrot também criticou Maduro por violações às liberdades fundamentais do povo venezuelano.

ONU alerta para precedente perigoso

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, afirmou estar “profundamente alarmado” com a escalada e alertou para potenciais implicações preocupantes para a região. Segundo ele, a ofensiva cria um precedente perigoso, independentemente da situação política interna da Venezuela, e reforçou o apelo por diálogo inclusivo, respeito aos direitos humanos e ao Estado de Direito.

União Europeia pede contenção

A vice-presidente da União Europeia e alta representante para Relações Exteriores, Kaja Kallas, afirmou que a UE considera Maduro sem legitimidade e defende uma transição pacífica, mas ressaltou que os princípios do Direito Internacional e a Carta da ONU devem ser respeitados, pedindo contenção às partes envolvidas.

Espanha oferece mediação

A Espanha defendeu a desescalada e a moderação e colocou-se à disposição para mediar uma solução negociada. O presidente Pedro Sánchez disse acompanhar a situação “exaustivamente” e reforçou o compromisso com a Carta da ONU.

Condenação de Rússia, China e Irã

A Rússia condenou o ataque e ofereceu apoio a uma solução pacífica via diálogo, alertando para riscos de nova escalada.
A China declarou estar “profundamente chocada” e condenou “o uso flagrante da força” contra um Estado soberano, afirmando que a ação viola o Direito Internacional e ameaça a segurança regional.

O Irã, aliado de Caracas, classificou a ofensiva como violação flagrante da soberania e pediu que o Conselho de Segurança da ONU aja imediatamente para interromper o que chamou de agressão ilegal.

Cenário internacional

  • Divisão entre aliados ocidentais sobre legitimidade e meios da ação.

  • Pressão por mediação e respeito ao Direito Internacional.

  • Risco de escalada regional e impactos geopolíticos amplos.


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