Política / Câmara Federal
Corregedoria analisa pedido de suspensão do mandato de Camila Jara após acusação de agressão
Deputada do PT nega ter atacado Nikolas Ferreira e afirma estar em tratamento contra câncer
11/08/2025
23:15
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A Corregedoria da Câmara dos Deputados confirmou, nesta segunda-feira (11), ter recebido o pedido de suspensão do mandato da deputada federal Camila Jara (PT-MS). A solicitação foi apresentada pelas lideranças do PL e do Novo, sem passar pela Presidência da Casa, o que explica a ausência do nome da parlamentar na primeira lista divulgada pela Mesa Diretora.
O documento, assinado pelo líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), acusa Camila de agredir o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) durante o tumulto ocorrido na sessão de 6 de agosto, quando parlamentares tomaram a Mesa Diretora.
“Embora o início do processo tenha se dado de forma diversa dos demais casos, a tramitação segue o mesmo rito processual”, informou a Corregedoria em nota.
Camila Jara nega a acusação, classificando-a como injusta. Por meio de sua assessoria, destacou que foi acusada de “nocaute” sem provas e lembrou que está em tratamento contra um câncer.
A confusão no plenário gerou 14 representações contra deputados, todas encaminhadas pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), à Corregedoria na sexta-feira (8). Entre os alvos está Marcos Pollon (PL-MS), para quem Motta recomendou afastamento de até seis meses, medida considerada severa.
Pollon foi o último a deixar a cadeira da Presidência, ocupada de forma irregular. Dias antes, havia chamado Motta de “bosta” e “baixinho de um metro e 60”. Em vídeo, afirmou ser autista e alegou que, no momento da confusão, seguia um acordo prévio que não teria sido cumprido.
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