Campo Grande (MS), Domingo, 29 de Março de 2026

REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA

Governo avança na regularização de imóveis rurais na faixa de fronteira em Mato Grosso do Sul

Processo visa garantir segurança jurídica e impulsionar o desenvolvimento regional

01/11/2024

09:00

DA REDAÇÃO

©ILUSTRAÇÃO

O Governo de Mato Grosso do Sul, em parceria com diversas instituições, está intensificando os esforços para a regularização fundiária de imóveis rurais na faixa de fronteira, que abrange até 150 km da linha divisória do Estado. O objetivo é simplificar o processo de ratificação de terras, que ainda enfrenta diversos desafios burocráticos e técnicos.

Uma das principais ferramentas para essa regularização é o Provimento nº 309, lançado em julho deste ano pela Corregedoria-Geral de Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). A medida regulamenta o trâmite necessário para a ratificação de imóveis decorrentes de alienações e concessões em terras públicas, conforme estipulado pela Lei nº 13.178/2015. Com isso, produtores rurais que ainda não regularizaram o registro imobiliário podem dar andamento ao processo diretamente nos cartórios de registro de imóveis de seus municípios.

Desafios da regularização fundiária

A Lei nº 13.178/2015 estabelece o reconhecimento pela União de títulos expedidos pelo Estado na faixa de fronteira. No entanto, a execução dessa lei esbarra em problemas complexos, como a ausência de cadeias dominiais completas, registros inadequados ou inexistentes, e a dificuldade em rastrear documentos históricos. Cadeias dominiais referem-se à sucessão formal e documental de propriedade, que é essencial para garantir a segurança jurídica dos terrenos.

Para superar essas dificuldades, o TJMS, em conjunto com a Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg), o Colégio Registral Imobiliário do Estado (Cori), a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) e a Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), estão implementando medidas que possam facilitar o processo. Uma das novidades é a inclusão da manifestação da Agraer na ratificação dos registros, conforme estabelecido pela recente rerratificação do Provimento nº 309.

O papel da Agraer

A Agraer tem um acervo histórico fundiário com mais de 10.000 processos que datam desde 1850, sendo um pilar fundamental na regularização dos imóveis. A instituição é responsável por emitir estudos, pareceres e certidões que contribuem para a formação das cadeias dominiais. O conhecimento técnico da Agraer é visto como um recurso valioso para acelerar a conclusão dos processos de ratificação.

“Estamos empenhados em fornecer todo o apoio necessário para que a regularização ocorra de forma ágil e segura, garantindo o direito dos proprietários e impulsionando o desenvolvimento do Estado”, afirmou o diretor-presidente da Agraer.

Colaboração e segurança jurídica

O esforço coordenado entre o TJMS, Agraer e outras entidades é liderado pelo desembargador Fernando Mauro Moreira Marinho, juntamente com as juízas auxiliares Jacqueline Machado e Helena Alice Machado Coelho. O objetivo é otimizar o trâmite de regularização e reduzir o tempo de conclusão, garantindo que os proprietários possam usufruir de segurança jurídica sobre suas terras.

A expectativa é que a colaboração entre autoridades estaduais, federais e locais acelere o processo de ratificação, oferecendo benefícios não apenas para os proprietários de terras, mas também para o desenvolvimento econômico da região. Com terras regularizadas, o Estado poderá atrair mais investimentos, fomentar a agricultura e promover o crescimento sustentável.

Impacto econômico e social

A regularização fundiária na faixa de fronteira tem potencial para transformar o cenário econômico de Mato Grosso do Sul. Com títulos formalmente reconhecidos, os produtores rurais poderão acessar linhas de crédito, investir na infraestrutura de suas propriedades e expandir suas atividades agrícolas. Além disso, a segurança jurídica proporcionada pela regularização estimulará o desenvolvimento de novos negócios e parcerias, fortalecendo a economia local.

“O trabalho conjunto das instituições é crucial para assegurar que os direitos dos proprietários sejam protegidos e que o Estado possa prosperar de forma ordenada e segura”, concluiu o desembargador Fernando Mauro.


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