Política / Eleições 2026
PL autoriza Reinaldo Azambuja a contratar pesquisa para definir segunda vaga ao Senado em MS
Levantamento deve avaliar os nomes de Capitão Contar e Marcos Pollon na disputa interna do partido para as eleições de 2026
28/05/2026
07:45
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO/IA
O diretório nacional do Partido Liberal (PL) autorizou o presidente estadual da legenda em Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, a encomendar uma pesquisa para orientar a definição da segunda candidatura ao Senado pelo partido nas eleições de 2026. A disputa interna envolve os nomes de Capitão Contar (PL) e Marcos Pollon (PL).
A autorização partiu da direção nacional do PL, presidida por Valdemar da Costa Neto. A expectativa é de que o levantamento seja contratado junto a um instituto de atuação nacional, com possibilidade de participação da Quaest, e reúna dados quantitativos e qualitativos sobre o potencial eleitoral dos pré-candidatos.
A pesquisa deve medir tanto o nível de lembrança dos nomes junto ao eleitorado quanto a viabilidade política de cada candidatura. Ainda não há data definida para a divulgação dos resultados nem para a comunicação oficial ao pré-candidato que ficará fora da composição majoritária.
Dentro do acordo político construído até agora, Reinaldo Azambuja é o único nome já garantido pelo PL para a disputa ao Senado em Mato Grosso do Sul. Antes de se filiar ao partido, o ex-governador teria assegurado sua presença na chapa, ao lado do apoio da sigla à reeleição do governador Eduardo Riedel (PP).
A segunda vaga ao Senado ficou em aberto e passou a ser tratada como ponto de negociação dentro da legenda. O critério defendido pela direção nacional e pelo grupo político de Reinaldo é que a escolha seja feita com base em pesquisa eleitoral.
O encaminhamento foi reforçado durante visita de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a Campo Grande no mês passado. Na ocasião, o senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL afirmou que Reinaldo Azambuja já tinha espaço garantido na chapa e que o partido apoiaria Eduardo Riedel ao governo. Sobre o segundo nome ao Senado, Flávio declarou que a decisão seria tomada a partir de levantamento eleitoral.
A posição, no entanto, gerou desconforto interno por contrariar uma sinalização divulgada anteriormente por Michelle Bolsonaro. Em fevereiro, ela tornou pública uma carta atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro, escrita durante o período em que ele esteve preso na unidade conhecida como Papudinha, em Brasília. No documento, Bolsonaro indicava Marcos Pollon como um de seus candidatos em Mato Grosso do Sul.
Poucos dias depois da divulgação da carta, Reinaldo Azambuja e Eduardo Riedel participaram de reunião com Flávio Bolsonaro, Valdemar da Costa Neto e Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio. Após o encontro, o entendimento anunciado foi de que Riedel teria apoio do PL ao governo, Reinaldo seria candidato ao Senado e a segunda vaga seria definida por pesquisa.
A situação também envolve Capitão Contar, que se filiou ao PL com aval de Valdemar da Costa Neto, em ato sem a presença de Reinaldo Azambuja, já presidente estadual da sigla. À época, Valdemar anunciou a filiação e chegou a citar Contar e Reinaldo como nomes do partido para a disputa ao Senado.
Já Marcos Pollon sustenta publicamente que possui o apoio direto de Jair Bolsonaro para concorrer ao Senado. O deputado federal tem usado a carta atribuída ao ex-presidente como argumento político para defender sua permanência na disputa majoritária.
Nos bastidores, também há expectativa pela divulgação de uma lista de candidatos apoiados por Jair Bolsonaro nos estados, mesmo com o ex-presidente em prisão domiciliar. A eventual inclusão ou ausência de nomes de Mato Grosso do Sul pode influenciar o ambiente interno do PL e aumentar a pressão sobre a definição da chapa.
Com a autorização para a pesquisa, Reinaldo Azambuja passa a ter um instrumento formal para encaminhar a escolha da segunda candidatura ao Senado. O resultado do levantamento deve ser decisivo para reorganizar as forças internas do partido e definir quem seguirá no projeto majoritário do PL em Mato Grosso do Sul.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
Gilmar Mendes defende condenação de Zambelli e envia garantias à Itália
Leia Mais
PF aponta semelhanças entre suposto esquema no Digimais e caso Banco Master
Leia Mais
Bolsonaro depõe por cinco minutos sobre arma apreendida com segurança
Leia Mais
Justiça dos EUA aceita Brasil em ação de Rumble e Trump Media contra Moraes
Municípios