Campo Grande (MS), Sexta-feira, 05 de Junho de 2026

Logística / Desenvolvimento

Rota Bioceânica avança e coloca Mato Grosso do Sul no centro do comércio internacional

Gerson Claro afirma que ponte entre Brasil e Paraguai marca etapa decisiva para ampliar competitividade e integração com mercados do Pacífico

28/04/2026

10:30

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

A entrada da Rota Bioceânica em sua fase final de implantação reforça o papel de Mato Grosso do Sul como novo eixo logístico estratégico entre o Brasil e os mercados internacionais. A obra da ponte internacional entre Brasil e Paraguai, em Porto Murtinho, simboliza um dos avanços mais importantes do corredor rodoviário que pretende encurtar distâncias, reduzir custos e ampliar a competitividade da produção sul-mato-grossense.

O projeto conecta o Centro-Oeste brasileiro aos portos do Oceano Pacífico, passando por Paraguai, Argentina e Chile. Com isso, cria uma alternativa ao escoamento tradicional pelo Atlântico e abre caminho para uma ligação mais direta com mercados asiáticos, especialmente para setores como proteína animal, soja, milho, celulose e insumos industriais.

Para o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, deputado estadual Gerson Claro, a evolução das obras e a articulação entre os países envolvidos colocam o Estado em uma nova posição no comércio exterior.

“Estamos diante de uma transformação que reposiciona Mato Grosso do Sul no mapa logístico global. A Assembleia Legislativa tem o papel de acompanhar esse processo, contribuir com o debate e garantir que esses avanços se traduzam em desenvolvimento para a população”, afirmou.

Entre os principais efeitos esperados está a redução do tempo de transporte até os portos chilenos, o que pode tornar as exportações mais rápidas e competitivas. A rota também deve favorecer a importação de produtos, equipamentos e insumos, permitindo que mercadorias cheguem ao Estado com menor custo e maior agilidade.

Na avaliação de Gerson Claro, o impacto da Rota Bioceânica vai além da infraestrutura física. Segundo ele, o corredor exige planejamento institucional, integração entre governos e participação do setor produtivo para que os benefícios cheguem a diferentes regiões do Estado.

A modernização dos processos aduaneiros também é considerada um ponto essencial para o sucesso do projeto. A adoção de medidas de facilitação do comércio internacional deve reduzir burocracias, acelerar a circulação de cargas e tornar o corredor mais atrativo para empresas, operadores logísticos e investidores.

O deputado destaca ainda que Mato Grosso do Sul precisa preparar sua estrutura complementar para o aumento do fluxo comercial. Isso inclui ambientes logísticos, acessos rodoviários, áreas de armazenamento, serviços de apoio, fiscalização integrada e articulação entre municípios diretamente impactados pela rota.

Com a conclusão da ponte em Porto Murtinho e o avanço das demais etapas do corredor, o Estado tende a se consolidar como elo estratégico entre o Brasil e o Pacífico. A expectativa é que a nova ligação fortaleça a economia regional, gere oportunidades, aumente a eficiência do transporte e amplie a presença sul-mato-grossense no comércio internacional.

Para Gerson Claro, a Rota Bioceânica representa uma mudança de patamar para o desenvolvimento estadual, ao integrar infraestrutura, comércio exterior, produção agroindustrial e cooperação internacional em um mesmo projeto de longo prazo.


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