Política / Eleição
Zema reafirma candidatura ao Planalto, critica rivais da direita e propõe mudanças no STF
Ex-governador de Minas lança diretrizes de plano de governo em São Paulo, descarta composição como vice de Flávio Bolsonaro e inclui anistia a Bolsonaro e condenados pelos atos de 8 de janeiro
16/04/2026
13:00
DA REDAÇÃO
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta quinta-feira, 16 de abril, que pretende manter sua pré-candidatura à Presidência da República até o fim, mesmo diante da possibilidade de ser convidado para compor como vice em uma chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL). A declaração foi dada durante o lançamento das diretrizes de seu plano de governo, em São Paulo.
No evento, Zema também fez críticas indiretas a nomes da direita que disputam espaço no cenário eleitoral, entre eles Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado (PSD). Ao tentar se diferenciar dos adversários, afirmou que não tem familiares na política e voltou a dizer que sua gestão em Minas teria corrigido problemas deixados por administrações anteriores do PT.
Entre as propostas apresentadas, a que mais chamou atenção foi a promessa de enviar ao Congresso Nacional uma reforma do Supremo Tribunal Federal (STF) caso seja eleito. Segundo Zema, a ideia inclui mudanças como mandato de 15 anos para ministros, idade mínima de 60 anos para indicação, restrições a negócios jurídicos envolvendo familiares de integrantes da Corte e o fim de decisões monocráticas.
O ex-governador também colocou entre suas prioridades a defesa de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Na área de segurança pública, voltou a defender o enquadramento de facções criminosas como organizações terroristas, o fim das saídas temporárias de presos e a redução da maioridade penal.
Na economia, Zema afirmou que vê espaço para a privatização da Petrobras e apresentou a ideia de uma flexibilização das regras trabalhistas, com pagamento vinculado ao desempenho, embora tenha dito que a proposta seria um complemento, e não uma nova reforma trabalhista. O evento contou com a participação de quadros ligados ao Novo e de ex-integrantes da equipe econômica de Paulo Guedes, como Carlos da Costa e Salim Mattar.
A movimentação ocorre em um momento em que Zema ainda enfrenta dificuldade para crescer nas pesquisas. Em levantamento recente do Datafolha, reproduzido pela CNN Brasil, o ex-governador aparece com 4% das intenções de voto no primeiro turno, atrás de Lula (39%) e Flávio Bolsonaro (35%), em um cenário que mantém a disputa concentrada nos nomes mais competitivos da corrida presidencial.
Com o lançamento do plano e a reafirmação pública da candidatura, Zema tenta marcar posição no campo conservador e liberal, ao mesmo tempo em que busca se diferenciar dos demais presidenciáveis da direita com um discurso de confronto ao PT, críticas ao atual desenho institucional e defesa de pautas que dialogam diretamente com o eleitorado bolsonarista.
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