Campo Grande (MS), Quinta-feira, 16 de Abril de 2026

Política / Legislativo

Kemp vê indícios de irregularidade em licitação suspensa da Fiems e defende apuração pelo Ministério Público

Deputado do PT liga interrupção do certame a denúncias de favorecimento, cobra esclarecimentos sobre convênio de R$ 7 milhões e admite pedir devolução de recursos públicos

16/04/2026

10:00

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

A suspensão da licitação da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul) para contratação de empresa de eventos passou a ser tratada pela oposição como um sinal de alerta sobre a condução do processo. Para o deputado estadual Pedro Kemp (PT), a interrupção do certame reforça a necessidade de investigação sobre possível direcionamento e exige atuação dos órgãos de controle, inclusive do Ministério Público.

A declaração foi feita depois que a entidade decidiu suspender a disputa que previa a contratação de uma única empresa para fornecer todos os itens ligados à realização de eventos. O formato do edital, segundo denúncias apresentadas por participantes, teria reduzido a competitividade e levantado suspeitas de favorecimento a fornecedor com relação antiga com a federação. 

Na avaliação de Kemp, o recuo da entidade não elimina a gravidade das suspeitas. Ao contrário, dá novo peso à cobrança por explicações formais sobre a montagem do edital e sobre a condução do processo. O parlamentar afirma que a situação precisa ser esclarecida com profundidade, especialmente porque a Fiems também está no centro de outro debate envolvendo recursos públicos. 

Esse segundo eixo da pressão política envolve o convênio de R$ 7 milhões firmado com a Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). O tema já motivou um requerimento apresentado por Pedro Kemp na ALEMS, por meio do qual o deputado pede explicações detalhadas sobre o repasse à federação presidida por Sérgio Longen.

A articulação do PT agora mira duas frentes. A primeira é obter resposta oficial do governo estadual sobre os critérios do convênio. A segunda é avaliar, a partir dessas informações, se há base para levar o caso ao Ministério Público e até pedir a devolução do dinheiro, caso fique demonstrado que o repasse não atendeu ao interesse público ou tenha sido marcado por irregularidades. 

O caso ganhou repercussão extra porque o convênio foi associado politicamente ao ex-secretário Jaime Verruck, que deixou o governo estadual para disputar as eleições deste ano. A publicação do acordo e, em seguida, a suspensão da licitação alimentaram o discurso de que é preciso ampliar a fiscalização sobre a relação entre a federação e o poder público.

No momento, não há decisão oficial que comprove irregularidade no certame ou no convênio. Ainda assim, a avaliação política feita por Kemp é que os fatos já são suficientes para justificar apuração rigorosa. Para a oposição, a combinação entre denúncia de direcionamento, suspensão da disputa e repasse milionário transforma o caso em um tema que dificilmente ficará restrito ao campo administrativo.


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