Política / Justiça
Relatórios médicos apontam necessidade de nova cirurgia em Jair Bolsonaro e defesa comunica STF
Documentos encaminhados ao Supremo indicam dor intensa no ombro direito, limitação funcional e fase pré-operatória do ex-presidente
04/04/2026
07:30
DA REDAÇÃO
©ARQUIVO
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF), na última sexta-feira, 3 de abril, relatórios médicos que apontam a necessidade de uma nova cirurgia. Os documentos informam que Bolsonaro apresenta um quadro de dor intensa no ombro direito e que, após avaliação especializada com exames complementares, houve indicação de tratamento cirúrgico.
De acordo com o relatório fisioterapêutico anexado ao processo, o ex-presidente já apresentava queixas dolorosas antes mesmo da alta hospitalar, ocorrida em 27 de março. O documento informa que, no dia anterior, ele foi submetido a avaliação com especialista em ortopedia, que solicitou exames adicionais e indicou a realização do procedimento.
O acompanhamento é realizado pelo fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas, responsável por relatar ao STF a evolução clínica de Bolsonaro. Segundo o parecer, o ex-presidente enfrenta limitações físicas importantes, com elevação do braço restrita a 90 graus, além de redução de força muscular e assimetria postural, descrita como inferiorização do ombro direito em comparação ao esquerdo.
O documento ainda registra que Jair Bolsonaro se encontra em fase pré-operatória, com quadro álgico relevante e comprometimento funcional significativo no membro superior afetado. Conforme a avaliação técnica, a intensidade da dor tem dificultado o avanço do tratamento fisioterapêutico e comprometido a recuperação clínica.
Os relatórios enviados ao Supremo integram a primeira atualização médica periódica exigida pela decisão que autorizou a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente. A medida foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, que determinou o envio regular de informações sobre o estado de saúde do paciente.
Desde 27 de março, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e está submetido a uma série de restrições fixadas pelo STF por um período inicial de 90 dias. Entre as determinações impostas estão a proibição do uso de celular e a limitação de visitas, sob a justificativa de reduzir riscos de sepse e de controle de infecções.
Atualmente, residem com o ex-presidente a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a filha mais nova, Laura Bolsonaro, e a enteada, Letícia Firmino. O contexto jurídico de sua situação foi agravado após condenação imposta pela Primeira Turma do STF, em setembro de 2025, quando recebeu pena de 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento em tentativa de golpe após as eleições de 2022.
A nova informação médica amplia o quadro de acompanhamento judicial e clínico do ex-presidente, ao indicar a possibilidade de mais um procedimento cirúrgico em meio ao cumprimento das medidas restritivas determinadas pela Corte.
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