Saúde / Capital
Campo Grande entra em alerta por avanço da gripe grave e Fiocruz aponta alta de casos nas últimas semanas
Boletim InfoGripe indica crescimento de SRAG associada à influenza A em Mato Grosso do Sul e inclui a Capital entre as cidades com sinal de expansão da doença
02/04/2026
17:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O avanço dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) voltou a acender o sinal de preocupação em Mato Grosso do Sul, com reflexos diretos em Campo Grande. De acordo com o novo boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz e referente à Semana Epidemiológica 12, período de 22 a 28 de março de 2026, o Estado aparece entre as unidades da federação com tendência de crescimento dos casos graves associados principalmente à influenza A.
No recorte por capitais, Campo Grande figura entre as 14 cidades brasileiras classificadas com nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, além de apresentar sinal de crescimento nas últimas seis semanas. O mesmo resumo técnico da Fiocruz mostra que esse quadro também atinge outras capitais, evidenciando um movimento mais amplo de circulação de vírus respiratórios no país.
Segundo a Fiocruz, o aumento recente dos casos graves tem sido puxado, sobretudo, pela influenza A, com maior impacto entre jovens, adultos e idosos, grupos em que também se concentram os maiores riscos de complicações. Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a influenza A respondeu por 27,4% dos casos positivos de SRAG no país e por 36,9% dos óbitos entre os casos com resultado laboratorial positivo.
O boletim aponta ainda que, no Centro-Oeste, os casos de SRAG por influenza A seguem em crescimento em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, diferentemente de estados como Pará, Ceará e Pernambuco, onde já há sinais de desaceleração. Nacionalmente, a Fiocruz descreve um cenário de aumento na tendência de longo prazo, com estabilidade ou oscilação na curta duração, o que sugere que a expansão ainda não foi revertida.
A Fiocruz ressalta que a leitura do InfoGripe deve ser combinada com outros indicadores locais, como ocupação de leitos, demanda por atendimento e monitoramento da rede hospitalar, para uma avaliação mais precisa da gravidade do quadro em cada município. Ainda assim, a inclusão de Campo Grande entre as capitais em alerta reforça a necessidade de vigilância e de atenção às medidas de prevenção, especialmente diante do aumento de circulação da gripe em formas mais graves.
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