Esporte / Infraestrutura
Governo de MS prevê investimento de R$ 16,7 milhões para reabrir o Morenão
Estádio interditado desde 2022 entra em nova fase de recuperação, com plano de concessão futura e retomada de jogos oficiais
31/03/2026
18:00
©DIVULGAÇÃO
O Governo de Mato Grosso do Sul vai investir R$ 16,7 milhões na reabertura do Estádio Universitário Pedro Pedrossian, o Morenão, em Campo Grande, após assumir oficialmente a gestão do espaço, antes vinculado à Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). A medida inaugura uma nova etapa para o complexo esportivo, que está interditado há quatro anos e integra um projeto mais amplo de recuperação, modernização e futura concessão à iniciativa privada.
A formalização da transferência da administração do estádio ao Estado ocorreu nesta terça-feira, 31 de março, e foi apresentada como o ponto de partida para a retomada das atividades no local. Segundo o governador Eduardo Riedel, o objetivo é romper um ciclo histórico de abandono e criar condições para que o Morenão volte a sediar não apenas partidas de futebol, mas também shows e eventos culturais.
De acordo com o chefe do Executivo estadual, a proposta não se limita a uma reforma emergencial. O plano envolve a criação de um modelo de gestão capaz de atrair investimentos de grande porte, estimados entre R$ 300 milhões e R$ 500 milhões, valor que, segundo ele, não poderia ser sustentado apenas pelo poder público.
Eduardo Riedel afirmou que o governo já iniciou a contratação da empresa responsável pelos estudos técnicos e pelo projeto estrutural que servirá de base para a próxima fase. Após essa etapa, a intenção é levar o empreendimento ao mercado, inclusive com busca de parceiros por meio da Bolsa de Valores, para viabilizar uma concessão de longo prazo. A expectativa é de que a empresa escolhida possa administrar o Morenão por até 35 anos, explorando comercialmente o espaço com futebol, entretenimento e outras atividades.
Embora a concessão por meio de parceria público-privada (PPP) tenha previsão contratual para 2028, o governo admite a possibilidade de antecipar esse processo. A estratégia inclui a formação de um ecossistema voltado à infraestrutura esportiva, à formação de atletas e à governança do estádio, com espaço para incentivos e participação do setor privado.
O presidente da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS), Estevão Petrallás, reforçou que a reabertura do Morenão dependerá também de comprometimento institucional e mudança de postura dos envolvidos. Segundo ele, é necessário superar o histórico de impasses que marcou as últimas décadas para garantir viabilidade ao projeto.
No processo de revitalização, a reforma foi dividida em três frentes principais: recuperação estrutural e dos banheiros, adequações elétricas e intervenções voltadas à acessibilidade e à segurança contra pânico. Parte das melhorias nos banheiros já foi concluída, enquanto outras etapas seguem em andamento para permitir a retomada do uso do estádio.
Outro ponto destacado é a recuperação do gramado. Conforme informou Estevão Petrallás, essa etapa contará com chancela da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), com intermediação direta do presidente da entidade, Samir Xaud, que deve respaldar os custos relacionados à melhoria do campo.
O acordo entre o governo estadual e a UFMS havia sido confirmado anteriormente, em 11 de março, e foi tratado como avanço decisivo para destravar a reabertura do estádio, que não recebe uma partida oficial desde abril de 2022.
A expectativa apresentada pelas autoridades é que, após a conclusão das intervenções iniciais, o Morenão esteja apto a voltar ao calendário esportivo estadual. A projeção mencionada é de que o estádio possa receber a abertura do Campeonato Sul-Mato-Grossense, dentro do cronograma de retomada previsto pelo governo.
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