Campo Grande (MS), Terça-feira, 31 de Março de 2026

Política / Saúde

Carlão rejeita terceirização da saúde pública e cobra gestão direta em Campo Grande

Vereador afirma confiar no secretário Marcelo Vilela, mas sustenta que o atendimento à população deve permanecer sob responsabilidade direta do poder público

31/03/2026

11:45

DA REDAÇÃO

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O vereador Carlão (PSB), 1º secretário da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Campo Grande, manifestou-se de forma contrária à proposta de terceirização da saúde pública da Capital durante a sessão ordinária realizada nesta terça-feira (31). Em pronunciamento na tribuna, o parlamentar defendeu que a administração dos serviços de saúde permaneça sob controle direto do poder público, sem intermediações que, segundo ele, possam comprometer a finalidade social do atendimento.

Ao abordar o tema, Carlão fez questão de separar sua relação pessoal com o atual secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, da análise sobre o modelo de gestão. O vereador ressaltou a confiança e o reconhecimento que tem pelo secretário, a quem atribuiu papel decisivo em um momento delicado de sua vida, mas reiterou que seu posicionamento político permanece contrário à terceirização.

Confio mil por cento no Marcelo Vilela. Devo a ele, depois de Deus, a minha vida pela cirurgia que realizou em 2005. O tenho como um irmão, mas já disse a ele pessoalmente: sou contra essa terceirização”, declarou o parlamentar.

Na avaliação do vereador, a saúde pública deve ser conduzida diretamente pela administração municipal, de forma a assegurar que os recursos públicos e os serviços cheguem integralmente à população. Para Carlão, o fortalecimento da estrutura própria da rede é a alternativa mais adequada para enfrentar os problemas históricos do setor e ampliar a eficiência no atendimento.

Além do debate sobre a saúde, o parlamentar também utilizou o tempo de liderança para chamar atenção para o aumento de acidentes envolvendo bicicletas motorizadas em Campo Grande. Segundo ele, o crescimento desse tipo de ocorrência exige uma resposta preventiva do poder público e dos setores ligados à comercialização desses veículos.

Como proposta, Carlão sugeriu que empresas que atuam na venda de bicicletas motorizadas passem a oferecer, em parceria com o Detran-MS e a Agetran, cursos básicos com orientações sobre sinalização e conduta no trânsito aos compradores. A intenção, segundo o vereador, é ampliar a conscientização dos usuários e reduzir situações de risco nas vias urbanas.

O parlamentar também defendeu a realização de um debate mais amplo no âmbito da Câmara Municipal para discutir regulamentação e medidas educativas voltadas aos condutores desse modal. Para ele, a falta de orientação e de regras mais claras contribui para acidentes que poderiam ser evitados, além de gerar impacto direto sobre a rede hospitalar da Capital.

Com as manifestações, Carlão reforçou duas frentes de preocupação no cenário municipal: a preservação do caráter público dos serviços essenciais e a necessidade de políticas preventivas para melhorar a segurança no trânsito, especialmente entre trabalhadores que recorrem a meios alternativos de locomoção.


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