Política / Eleições 2026
Carlos Bernardo deixa o PT, migra para o União Brasil e tenta manter projeto eleitoral para 2026
Empresário de Ponta Porã antecipa mudança partidária após resistência petista a candidaturas sub judice e reposiciona estratégia de olho na disputa proporcional
20/03/2026
10:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O empresário Carlos Bernardo, de Ponta Porã, oficializou sua saída do PT e anunciou filiação ao União Brasil, em mais um movimento de rearranjo político com foco nas eleições de 2026. A mudança foi divulgada publicamente na quinta-feira, 19 de março, quando o ex-candidato passou a apresentar a nova sigla como caminho para manter seu projeto eleitoral.
A troca de partido ocorre em meio ao impasse sobre a situação jurídica de Carlos Bernardo. Conforme a cobertura recente, o PT não pretendia avalizar candidatura sub judice, o que aumentou a pressão sobre a permanência do empresário na legenda. Diante do risco de entrar na disputa sob insegurança eleitoral, ele optou por buscar uma nova filiação partidária.
Em manifestação publicada nas redes sociais e reproduzida pela imprensa, Carlos Bernardo sustentou que sua saída não decorre de impedimento jurídico ou eleitoral, afirmando possuir certidão eleitoral regular e estar em conformidade com a Justiça Eleitoral. Ainda assim, o histórico recente do empresário mostra que sua trajetória política tem sido atravessada por questionamentos sobre elegibilidade.
O pano de fundo desse desgaste remete à condenação por excesso de doação eleitoral nas eleições de 2020, quando ele repassou R$ 90 mil ao então candidato a prefeito de Itumbiara (GO), Rogério Rezende Silva, valor acima do limite legal permitido. Reportagem publicada em 2024 informou que o Ministério Público Eleitoral apontou inelegibilidade até 2030, e que essa condenação já havia afetado seus planos de disputar cargos eletivos anteriormente.
Na eleição municipal de 2024, quando tentou a Prefeitura de Ponta Porã, o registro de candidatura de Carlos Bernardo também enfrentou contestação judicial. Segundo o Campo Grande News, ele teve o registro indeferido em primeira instância, conseguiu reverter no TRE-MS, e o caso chegou ao TSE, mas perdeu objeto porque ele não foi eleito.
A mudança para o União Brasil reposiciona o empresário num cenário em que ele tentava se viabilizar como nome competitivo para a disputa proporcional de 2026, especialmente para a Câmara dos Deputados. Ao deixar o PT, ele também se afasta de um ambiente partidário que, além da cautela jurídica, passou a sinalizar maior concorrência interna para as vagas federais. Nesse contexto, a nova filiação funciona como tentativa de preservar espaço político e evitar que a insegurança judicial inviabilize sua candidatura antes mesmo da largada.
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