Campo Grande (MS), Sexta-feira, 20 de Março de 2026

Política / Eleições 2026

Lula sela candidatura de Simone Tebet ao Senado por São Paulo e reduz espaço de MS na chapa presidencial

Declaração do presidente durante ato com Fernando Haddad reposiciona a ministra no tabuleiro de 2026, enquanto Tereza Cristina se afasta da hipótese de vice na candidatura de Flávio Bolsonaro

20/03/2026

09:45

DA REDAÇÃO

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A movimentação do xadrez eleitoral de 2026 redesenhou, em um único dia, o espaço de Mato Grosso do Sul na disputa presidencial. Durante evento do PT em São Bernardo do Campo, na quinta-feira, 19 de março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou apoio à ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), para uma candidatura ao Senado por São Paulo, ao lado do lançamento de Fernando Haddad (PT) como pré-candidato ao governo paulista.

A fala do presidente praticamente esvazia, no campo governista, a possibilidade de Simone Tebet ser alçada à condição de candidata a vice-presidente em uma eventual chapa de reeleição. Nas últimas semanas, a ministra vinha sendo citada nos bastidores tanto como nome para o Senado quanto como alternativa para ampliar a interlocução do governo com setores do MDB, mas a sinalização pública de Lula consolidou a prioridade do projeto paulista.

O movimento tem efeito direto sobre Mato Grosso do Sul, Estado de origem política de Simone Tebet, que antes ainda aparecia como base possível para uma candidatura ao Senado ou até para uma composição nacional. Em dezembro de 2025, a própria ministra havia dito que, se a decisão dependesse apenas dela, preferiria disputar uma vaga senatorial por MS. Agora, com o aval explícito de Lula para a disputa em São Paulo, essa alternativa perde força no cenário atual.

Do lado da oposição, o mesmo dia também trouxe um sinal desfavorável à hipótese de uma sul-mato-grossense na vice-presidência. A senadora Tereza Cristina (PP-MS), que vinha sendo defendida pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, como um nome competitivo para compor com Flávio Bolsonaro (PL), já havia afirmado no fim de fevereiro que não recebera convite formal e que a definição sobre vice dependeria do candidato e dos partidos da coligação.

Com isso, a combinação de fatores enfraquece, ao menos neste momento, a chance de Mato Grosso do Sul ocupar a vice-presidência da República em 2026. No grupo de Lula, Simone Tebet foi reposicionada para a corrida ao Senado paulista; no campo bolsonarista, Tereza Cristina não assumiu compromisso com a composição presidencial e indicou cautela diante das especulações.

A nova configuração amplia o peso de São Paulo no desenho da chapa governista e deixa o protagonismo sul-mato-grossense concentrado, ao menos por ora, nas disputas ao Senado e na influência regional sobre alianças nacionais. Ainda que o tabuleiro siga sujeito a rearranjos, a declaração de Lula produziu um efeito político imediato: reduziu o espaço para especulações sobre Simone Tebet na vice e empurrou MS para fora do centro da composição presidencial governista.

 

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