Campo Grande (MS), Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2026

Polícia / Investigação

Operação do Gaeco e Gecoc atinge setor de compras da Prefeitura de Rio Negro

Prefeito Henrique Ezoe afirma que apuração envolve contratos da gestão de Cleidimar Camargo, o “Buda do Lair”

10/02/2026

10:00

DA REDAÇÃO

Viatura do Batalhão de Operações Policiais Especiais dá apoio à operação em Rio Negro

A ofensiva deflagrada nesta terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) teve como um dos principais alvos o setor de compras da Prefeitura de Rio Negro, município localizado a 153 quilômetros de Campo Grande.

De acordo com o prefeito Henrique Ezoe (PL), as diligências se concentraram exclusivamente na área responsável pelos processos de aquisição da administração municipal. Ele informou ter sido comunicado da operação por volta das 7h, enquanto estava em Campo Grande em busca de recursos para o município após fortes chuvas recentes.

Segundo o chefe do Executivo, a investigação estaria relacionada a contratos firmados durante a gestão do ex-prefeito Cleidimar da Silva Camargo (PSDB), conhecido como Buda do Lair, que comandou o município por oito anos. O atual prefeito integrou a gestão anterior como secretário de Finanças e pertence ao mesmo grupo político do ex-gestor. Até o momento, a defesa de Buda do Lair não se manifestou.

O prefeito afirmou não ter sido informado sobre quais contratos específicos estão sob apuração.

Esquema atinge outros municípios

A operação investiga um suposto esquema de corrupção com foco nos municípios de Rio Negro e Corguinho, envolvendo a possível participação de servidores públicos e empresas privadas na execução de contratos considerados irregulares.

Também houve cumprimento de diligências em Terenos, que nos últimos dois anos já registrou cinco operações relacionadas a contratos públicos. Nesta nova fase, o alvo foi o empresário Rogério Luis Ribeiro, proprietário da empresa Marsoft. Equipes estiveram na residência do empresário e na sede da empresa.

Em declaração, Rogério afirmou ter recebido intimação judicial e disse que irá cooperar com as autoridades. “Quem trabalha com órgão público está sujeito a isso. Recebi a intimação e vou colaborar”, declarou. Ele confirmou possuir contratos com prefeituras, mas não detalhou quais administrações mantêm vínculo com a empresa.

Investigação em andamento

O Ministério Público ainda não divulgou o número de mandados cumpridos nem se houve prisões nesta fase da operação. As apurações seguem sob responsabilidade do Gaeco e do Gecoc, que buscam esclarecer a extensão do suposto esquema e o envolvimento de agentes públicos e empresários.

Novas informações devem ser divulgadas após a consolidação das diligências realizadas ao longo do dia.


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