Campo Grande (MS), Sexta-feira, 03 de Abril de 2026

Política / Estadual

Janela partidária esvazia três siglas e redefine forças na Assembleia Legislativa de MS

PSD, PSB e Podemos deixam de ter representação na Alems após migrações registradas no prazo final de troca partidária

03/04/2026

07:45

DA REDAÇÃO

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O encerramento da janela partidária, nesta sexta-feira, 3 de abril, consolidou uma ampla reconfiguração na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) e retirou da composição da Casa pelo menos três partidos. Após as mudanças formalizadas ao longo da semana, PSD, PSB e Podemos deixaram de ocupar cadeiras no Legislativo estadual.

O PSD perdeu sua representação com a saída do deputado Pedro Pedrossian Neto, que se filiou ao Republicanos. Já o PSB deixou de ter presença na Assembleia após a migração de Paulo Duarte para o PSDB. O Podemos, por sua vez, também ficou sem representante depois que o deputado Professor Rinaldo Modesto se filiou ao União Brasil.

A janela partidária, aberta desde 6 de março, permitiu que deputados federais, estaduais e distritais mudassem de legenda sem risco de perda do mandato por infidelidade partidária. Em Mato Grosso do Sul, o período provocou uma das maiores movimentações recentes no quadro partidário da Alems.

Dos 24 deputados estaduais, apenas quatro permaneceram na mesma legenda sem qualquer mudança no entorno partidário mais amplo. O rearranjo mexeu diretamente com a correlação de forças e redesenhou o peso das bancadas na reta de preparação para as eleições.

O partido mais afetado foi o PSDB, que começou o período como a sigla com maior número de cadeiras e encerrou a janela com redução significativa de sua bancada. Os tucanos tinham seis deputados, mas perderam Mara Caseiro, Paulo Corrêa e Zé Teixeira, que migraram para o PL. Permaneceram no partido Lia Nogueira, Pedro Caravina, Paulo Duarte e Jamilson Name.

O MDB também sofreu forte redução. A legenda tinha três cadeiras e terminou o período com apenas Junior Mochi. Durante a janela, Renato Câmara deixou o partido para se filiar ao Republicanos, enquanto Márcio Fernandes migrou para o PL.

Na bancada do PT, não houve alterações. Permaneceram na legenda os deputados Pedro Kemp, Gleice Jane e Zeca do PT, mantendo intacta a composição petista na Assembleia ao longo de toda a janela partidária.

O PL foi o partido que mais ampliou sua presença na Casa. A sigla já contava com Coronel David e Neno Razuk e ganhou reforço com a chegada de Mara Caseiro, Zé Teixeira, Paulo Corrêa, Lucas de Lima e Márcio Fernandes, alcançando a maior bancada da Alems, com sete parlamentares.

No PP, permaneceram Londres Machado e Gerson Claro, sem alteração na composição da bancada. Entre os parlamentares que estavam sem partido, Lídio Lopes se filiou ao Avante, enquanto Lucas de Lima optou pelo PL.

O Republicanos também saiu fortalecido. O partido manteve Antônio Vaz e recebeu novos integrantes durante a janela, passando a contar com Renato Câmara, Roberto Hashioka e Pedro Pedrossian Neto. Com isso, a legenda passou a somar quatro deputados estaduais.

Outra mudança importante envolveu a troca entre União Brasil e Republicanos. Professor Rinaldo Modesto, que era do Podemos, se filiou ao União, enquanto Roberto Hashioka, que integrava o União Brasil, migrou para o Republicanos.

Com o fechamento da janela, a nova composição da Alems ficou assim: sete deputados no PL; quatro no PSDB; quatro no Republicanos; três no PT; dois no PP; e bancadas individuais de União, MDB, Avante e Novo, cada uma com um representante.

O saldo final do período mostra uma Assembleia mais concentrada em grandes blocos partidários e com menor pulverização de siglas. A extinção de PSD, PSB e Podemos no quadro da Casa reforça o impacto político da janela partidária em Mato Grosso do Sul e antecipa uma disputa mais reorganizada para o próximo ciclo eleitoral.


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