Segurança Pública
Contrabando de canetas emagrecedoras explode e Sejusp determina reforço na fiscalização em MS
Desde 2025, mais de 3 mil caixas foram apreendidas; só em janeiro de 2026, 189 unidades já saíram de circulação
20/01/2026
10:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O contrabando de canetas emagrecedoras registrou forte crescimento em Mato Grosso do Sul, levando a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul a intensificar a fiscalização nas rodovias estaduais, especialmente nas áreas de fronteira com o Paraguai. A alta demanda por esses produtos — inclusive medicamentos ainda em fase de testes — impulsionou a atuação criminosa nos últimos meses.
De acordo com a Sejusp, ao menos 3 mil caixas foram apreendidas desde 2025, cada uma com média de quatro unidades. Somente na primeira quinzena de janeiro de 2026, 189 caixas foram retiradas de circulação, evidenciando a escalada do crime.
Entre os itens mais visados está a retatrutida, substância desenvolvida pela farmacêutica Eli Lilly, ainda em fase de testes e sem autorização para comercialização, com previsão legal apenas para 2027. Apesar disso, o produto já circula no mercado clandestino, muitas vezes falsificado. Outro medicamento recorrente nas apreensões é a tirzepatida.

As apreensões têm sido realizadas principalmente por forças como o Departamento de Operações de Fronteira e a Polícia Militar Rodoviária, que localizam as canetas em cargas mistas de contrabando e descaminho, junto a eletrônicos, perfumes e cigarros.
“Por se tratar de produto sem autorização de importação, a entrada é crime de contrabando. O responsável é autuado, o material apreendido e encaminhado à Polícia Federal e, posteriormente, à Receita Federal”, explicou o tenente-coronel Wilmar Fernandes, diretor do DOF.
Um caso que chamou atenção ocorreu em 12 de janeiro, durante abordagem da PMR na MS-386, em Sanga Puitã, distrito de Ponta Porã. No veículo, um Ford Ka, foram encontradas seis caixas de retatrutida e 110 de tirzepatida, ocultas no estepe, com destino ao Estado de São Paulo.
“Os responsáveis têm adotado estratégias cada vez mais sofisticadas para ocultar mercadorias, mas a rotina operacional e a experiência das equipes têm garantido apreensões”, afirmou o tenente-coronel Vinícius de Souza Almeida.
Para o secretário-executivo de Segurança Pública, Wagner Ferreira da Silva, o combate ao transporte ilegal desses medicamentos integra uma estratégia ampla contra crimes transfronteiriços.
“Além de crime, esse tipo de mercadoria representa risco direto à saúde quando usada sem prescrição médica. Por isso, a intensificação da fiscalização é indispensável”, destacou.
Em síntese: o avanço do contrabando de canetas emagrecedoras levou a Sejusp a reforçar a presença policial nas rodovias de fronteira. As apreensões crescentes indicam mercado ilegal aquecido, com ameaça à saúde pública e resposta integrada das forças de segurança.
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