Política Nacional
Carlos Bolsonaro ironiza discurso de “CEO” e mira Tarcísio em meio à disputa pela sucessão presidencial
Postagem com João Doria expõe racha no bolsonarismo após fala da esposa do governador de São Paulo
15/01/2026
18:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) intensificou nesta quarta-feira (14) o ataque político ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao publicar uma imagem do ex-governador João Doria estampando a manchete “CEO de São Paulo”. A postagem ocorreu um dia após a primeira-dama paulista, Cristiane de Freitas, afirmar em uma rede social que o Brasil “precisa de um novo CEO”, em referência direta ao marido.
A declaração de Cristiane foi curtida por Tarcísio e compartilhada por Michelle Bolsonaro (PL), o que aumentou a repercussão no campo da direita e do bolsonarismo.
A publicação de Carlos Bolsonaro ocorre em meio ao avanço do nome de Tarcísio de Freitas como principal alternativa da direita para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais. Um levantamento recente do instituto Meio/Ideia apontou o governador paulista como o mais competitivo no campo conservador contra Lula.
No vídeo divulgado por Cristiane de Freitas, Tarcísio faz críticas diretas ao governo federal:
“O que está aí envelheceu”, diz o governador, ao defender que o país precisa de algo “moderno”.
Ao resgatar a imagem de João Doria, Carlos Bolsonaro fez uma associação simbólica entre o discurso de gestão empresarial e a figura do ex-tucano, que foi aliado de Jair Bolsonaro em 2018, sob o slogan “Bolsodoria”, mas rompeu com o ex-presidente ainda durante o mandato.
Desde então, a família Bolsonaro acusa Doria de ter se projetado politicamente às custas da imagem de Bolsonaro.
Horas antes da postagem com Doria, Carlos já havia publicado mensagens contra “isentões” e contra políticos eleitos com apoio de Bolsonaro que agora se colocam como alternativa ao bolsonarismo.
Na mesma linha, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) compartilhou uma postagem do blogueiro Paulo Figueiredo, em que afirma que:
“O bolsonarismo não quer um CEO”
e classifica a retórica empresarial como
“positivismo estúpido típico de milico”.
No mesmo dia, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que conta com o apoio de Tarcísio, mas pediu que setores mais radicais do bolsonarismo evitem pressionar o governador de São Paulo.
Apesar disso, o conflito interno se agravou após a divulgação de uma carta de Jair Bolsonaro, lida por Flávio no dia 25 de dezembro, na qual o ex-presidente confirma que seu filho será o pré-candidato do bolsonarismo ao Planalto.
Condenado a 27 anos e três meses de prisão por cinco crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro está preso desde novembro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Mesmo encarcerado, Bolsonaro tenta controlar a sucessão política no campo da direita, enquanto Tarcísio de Freitas desponta como alternativa mais viável eleitoralmente, o que aprofunda o racha entre o bolsonarismo raiz e a direita pragmática.
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