Política / Eleições 2026
PT articula alianças com Soraya Thronicke e Nelsinho Trad para disputa ao Senado em Mato Grosso do Sul
Vander Loubet condiciona aproximação a compromisso com Lula e Fábio Trad e cobra autocrítica de Nelsinho sobre atos de 8 de janeiro
15/01/2026
08:30
DA REDAÇÃO
©FOTOMONTAGEM
O Partido dos Trabalhadores (PT) em Mato Grosso do Sul já começou a desenhar sua estratégia para a eleição de outubro e avalia possíveis alianças para a disputa ao Senado Federal. O presidente estadual da legenda e pré-candidato ao Senado, Vander Loubet, confirmou que o partido mantém conversas e analisa cenários envolvendo os senadores Soraya Thronicke (Podemos) e Nelsinho Trad (PSD).
Inicialmente, o PT tentou construir uma aliança com Simone Tebet (MDB), mas as tratativas ficaram travadas em razão da indefinição sobre o futuro político da senadora, que pode disputar as eleições por Mato Grosso do Sul ou por São Paulo. Além disso, pesou o fato de Simone apoiar o governador Eduardo Riedel (PP), que será adversário do PT no Estado.
Diante desse cenário, o PT passou a buscar alternativas para compor uma chapa competitiva ao Senado e identificou Soraya Thronicke e Nelsinho Trad como nomes viáveis. Segundo Vander Loubet, hoje há uma maior possibilidade de aliança com Soraya, especialmente após o afastamento da senadora do campo da extrema direita.
Mesmo assim, Nelsinho Trad também segue no radar do partido, embora com condicionantes. “Ele sempre foi um democrata, mas precisa fazer uma autocrítica. Vamos fazer aliança com quem tiver o compromisso de apoiar o presidente Lula e o Fábio Trad”, afirmou Vander.
Questionado sobre que tipo de autocrítica seria exigida, Vander citou a posição de Nelsinho a favor da redução de penas para condenados pela invasão aos prédios dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023, postura que o PT considera inaceitável. O senador, por sua vez, não esconde sua afinidade política com Jair Bolsonaro (PL) e já chegou a criticar publicamente a possível filiação do irmão, Fábio Trad, ao PT.
Nelsinho também enfrenta incertezas dentro do próprio campo bolsonarista, já que o grupo governista de direita em Mato Grosso do Sul pode optar por Renan Contar (PL) para disputar uma das vagas ao Senado, o que poderia deixá-lo fora da chapa principal.
Apesar das divergências, Nelsinho tem como trunfo político o fato de seus irmãos, Fábio Trad e Marquinhos Trad, integrarem a articulação do campo progressista no Estado. Fábio Trad será o candidato do PT ao Governo de Mato Grosso do Sul, enquanto Marquinhos Trad deve disputar uma vaga de deputado estadual pelo PDT, partido que pode integrar a coligação com o PT.
Vander também lembrou que já teve parcerias políticas com Nelsinho no passado, quando ele era prefeito de Campo Grande e Vander, deputado federal. A relação chegou a ser tão próxima que Nelsinho, à época no MDB, rompeu com a orientação do partido no Estado, que apoiava o PSDB, para declarar voto em Dilma Rousseff (PT) na disputa presidencial, em razão dos investimentos federais realizados na Capital durante os governos petistas.
As articulações seguem em curso e devem se intensificar à medida que o cenário eleitoral nacional e estadual se definir.
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