Política / Partidos
Partido Novo articula candidaturas próprias ao Governo de MS e ao Senado e mira dissidentes do PL
Sigla conversa com João Henrique Catan, Marcos Pollon e Gianni Nogueira e deve intensificar negociações após 20 de janeiro
14/01/2026
08:00
DA REDAÇÃO
©FOTOMONTAGEM
O partido Novo iniciou articulações para lançar candidaturas próprias ao Governo de Mato Grosso do Sul e ao Senado Federal nas eleições de 2026. A estratégia inclui a sondagem de políticos do PL que demonstram insatisfação com os rumos da legenda no Estado, especialmente diante do alinhamento do partido à reeleição do governador Eduardo Riedel (PP).
Para a disputa pelo Governo do Estado, o Novo avalia dois nomes que hoje integram o PL: o deputado estadual João Henrique Catan e o deputado federal Marcos Pollon. Ambos têm manifestado, nos bastidores, interesse em concorrer ao Executivo estadual, mas encontram dificuldades dentro do próprio partido, que já definiu apoio a Riedel.
Para o Senado, o Novo busca uma alternativa fora do arranjo do PL, que já tem Capitão Contar e o ex-governador Reinaldo Azambuja como nomes em evidência. Nesse cenário, a sigla passou a dialogar com a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira, esposa do deputado federal Rodolfo Nogueira.
O presidente estadual do Novo, Guto Scarpanti, confirmou que já manteve conversas com Catan e Pollon.
“Eu conversei com o Catan, com o Pollon. O Pollon quer ser candidato ao governo, foi isso que ele falou para mim desde o começo e ele tem mantido essa posição, mas ele não falou que vai ser pelo Novo”, afirmou.
Segundo Scarpanti, uma nova rodada de conversas deve ocorrer após o dia 20 de janeiro, quando o partido pretende avaliar o cenário e definir os próximos passos.
“Vamos ver o que ambos estão pensando para o pleito de 2026 para tomarmos uma decisão”, disse.
Em relação ao Senado, o dirigente revelou que fez convite direto a Gianni Nogueira.
“Tenho conversado com a Gianni sobre essa possibilidade. Fiz o convite para ela vir pelo Novo, agora estou aguardando ela me confirmar se vem”, afirmou.
Apesar da movimentação do Novo, João Henrique Catan reforça que sua prioridade é que o PL tenha candidatura própria ao Governo do Estado. O deputado avalia que o crescimento das articulações fora do partido evidencia uma demanda do eleitorado conservador.
“Fico muito satisfeito em ver que esse movimento de candidatura ao governo vem recebendo convites e adesões de outras siglas e lideranças, o que demonstra que estamos no caminho certo”, declarou.
Catan também confirmou que o convite do Novo envolve a formação de uma chapa majoritária, com disputa ao Governo e ao Senado.
“Seria uma honra caminhar ao lado do Pollon e outras lideranças nessa construção. Os dirigentes desses partidos estão fazendo uma leitura mais atenta da vontade do nosso público, e isso serve de alerta: o PL precisa reafirmar sua identidade, liderança, confiança e representatividade para continuar sendo a principal voz das causas que defendemos em Mato Grosso do Sul”, afirmou.
Já Gianni Nogueira disse que mantém sua pré-candidatura ao Senado e que sua posição política segue alinhada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Não abro mão desse projeto. Essa é uma orientação clara do presidente Jair Bolsonaro, a quem sigo politicamente. Hoje o presidente Bolsonaro está preso e não soltarei as mãos dele neste momento difícil”, declarou.
A vice-prefeita também afirmou que a legenda é apenas um instrumento político.
“O projeto é maior. Não abro mão dos princípios e do compromisso com o Mato Grosso do Sul”, afirmou, sem confirmar se aceitará ou não o convite do Novo.
As movimentações reforçam que o campo da direita em Mato Grosso do Sul ainda está em processo de rearranjo, com disputas internas, insatisfação em partidos tradicionais e a tentativa do Novo de se apresentar como alternativa para liderar projetos majoritários em 2026.
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