Campo Grande (MS), Terça-feira, 06 de Janeiro de 2026

Política Internacional

Maduro fará primeira aparição em tribunal de Nova York nesta segunda-feira

Ex-presidente da Venezuela é acusado de conspiração para narcoterrorismo, tráfico de drogas e crimes com armas

05/01/2026

08:30

DA REDAÇÃO

©REPRODUÇÃO

O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fará nesta segunda-feira (5) sua primeira aparição em juízo nos Estados Unidos, após ser capturado em uma operação militar americana e transferido para Nova York.

A audiência está marcada para meio-dia (14h, horário de Brasília) e ocorrerá diante de um juiz federal em Manhattan. A esposa de Maduro, Cilia Flores, também deverá comparecer ao tribunal.

Acusações formais

Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, Maduro responde a uma série de acusações criminais, entre elas:

  • Conspiração para narcoterrorismo

  • Conspiração para importação de cocaína

  • Posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos

  • Conspiração para uso de armamento pesado contra os Estados Unidos

As acusações são as mesmas utilizadas pelo governo do presidente Donald Trump para justificar a captura e a extradição do ex-presidente venezuelano para território americano.

Direitos e estratégia de defesa

Como réu no sistema judicial dos Estados Unidos, Nicolás Maduro terá os mesmos direitos processuais de qualquer acusado, incluindo o direito a um julgamento por júri popular, composto por cidadãos comuns de Nova York.

A expectativa é que a defesa questione a legalidade da prisão, alegando que Maduro teria imunidade judicial por ocupar a chefia de um Estado soberano. O argumento, no entanto, enfrenta resistência do governo americano, que não reconhece Maduro como chefe de Estado legítimo da Venezuela.

Antes de ser capturado, Maduro e aliados sustentavam que a pressão dos EUA estaria ligada ao interesse nos recursos petrolíferos e minerais venezuelanos, tese reiterada por integrantes do antigo governo de Caracas.

Operação e repercussão política

Maduro e Cilia Flores foram capturados durante uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas, no sábado (3), e posteriormente encaminhados a um presídio federal em Nova York.

Após a captura, o presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos “governariam temporariamente” a Venezuela. A declaração foi parcialmente rebatida pelo secretário de Estado Marco Rubio, que esclareceu, no domingo (4), que Washington não exercerá controle administrativo direto, limitando-se a manter a chamada “quarentena do petróleo” já imposta ao país.

A audiência desta segunda-feira é considerada um marco inédito nas relações entre Estados Unidos e Venezuela e deve gerar repercussões diplomáticas e políticas no cenário internacional.


Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Últimas Notícias

Veja Mais

Envie Sua Notícia

Envie pelo site

Envie pelo Whatsapp

Jornal do Estado MS © 2021 Todos os direitos reservados.

PROIBIDA A REPRODUÇÃO, transmissão e redistribuição sem autorização expressa.

Site desenvolvido por: