Campo Grande (MS), Terça-feira, 06 de Janeiro de 2026

Política Internacional

Ministro da Defesa da Venezuela acusa EUA de matar maioria dos seguranças de Maduro durante operação

Vladimir Padrino López afirma que ação resultou em mortes de soldados e civis e classifica operação como “assassinato a sangue-frio”

04/01/2026

17:15

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, acusou neste domingo (4) os Estados Unidos de terem matado a maior parte da equipe de segurança do presidente venezuelano Nicolás Maduro durante a operação militar que resultou em sua captura.

Segundo Padrino López, a ação norte-americana provocou a morte de soldados e civis, além de integrantes da segurança presidencial.

“Houve assassinato a sangue-frio de grande parte de sua equipe de segurança, soldados e civis inocentes”, afirmou o ministro em pronunciamento oficial.

O chefe da Defesa venezuelana também exigiu o retorno imediato de Maduro, classificando a operação como uma violação grave da soberania do país.

Operação militar e captura de Maduro

De acordo com informações divulgadas por autoridades venezuelanas, Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças americanas por volta das 2h da madrugada de sábado (3), no horário local de Caracas e de Mato Grosso do Sul.

Durante a ação, a capital Caracas e outras cidades venezuelanas teriam sido bombardeadas, com ataques direcionados a bases militares, portos, aeroportos e antenas de comunicação, segundo relatos do governo local.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou publicamente a captura de Maduro e da primeira-dama nas primeiras horas da manhã do mesmo dia.

Vice-presidente assume interinamente

Após a prisão de Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu interinamente a Presidência da Venezuela. Em pronunciamento, ela exigiu a libertação do ex-presidente e condenou a intervenção estrangeira.

O Brasil reconheceu Delcy Rodríguez como chefe de Estado interina. A posição foi confirmada pela ministra interina das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha.

“Na ausência do atual presidente, Maduro, é a vice-presidente quem assume. Ela está como presidente interina”, declarou a ministra.

A escalada de tensão internacional aumenta a instabilidade política e militar na Venezuela e amplia as repercussões diplomáticas na América Latina e no cenário global.


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