Política Internacional
Ministro da Defesa da Venezuela acusa EUA de matar maioria dos seguranças de Maduro durante operação
Vladimir Padrino López afirma que ação resultou em mortes de soldados e civis e classifica operação como “assassinato a sangue-frio”
04/01/2026
17:15
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, acusou neste domingo (4) os Estados Unidos de terem matado a maior parte da equipe de segurança do presidente venezuelano Nicolás Maduro durante a operação militar que resultou em sua captura.
Segundo Padrino López, a ação norte-americana provocou a morte de soldados e civis, além de integrantes da segurança presidencial.
“Houve assassinato a sangue-frio de grande parte de sua equipe de segurança, soldados e civis inocentes”, afirmou o ministro em pronunciamento oficial.
O chefe da Defesa venezuelana também exigiu o retorno imediato de Maduro, classificando a operação como uma violação grave da soberania do país.
De acordo com informações divulgadas por autoridades venezuelanas, Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças americanas por volta das 2h da madrugada de sábado (3), no horário local de Caracas e de Mato Grosso do Sul.
Durante a ação, a capital Caracas e outras cidades venezuelanas teriam sido bombardeadas, com ataques direcionados a bases militares, portos, aeroportos e antenas de comunicação, segundo relatos do governo local.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou publicamente a captura de Maduro e da primeira-dama nas primeiras horas da manhã do mesmo dia.
Após a prisão de Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu interinamente a Presidência da Venezuela. Em pronunciamento, ela exigiu a libertação do ex-presidente e condenou a intervenção estrangeira.
O Brasil reconheceu Delcy Rodríguez como chefe de Estado interina. A posição foi confirmada pela ministra interina das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha.
“Na ausência do atual presidente, Maduro, é a vice-presidente quem assume. Ela está como presidente interina”, declarou a ministra.
A escalada de tensão internacional aumenta a instabilidade política e militar na Venezuela e amplia as repercussões diplomáticas na América Latina e no cenário global.
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