Interior / Cassilândia
Ex-vereador é flagrado abandonando cadela em Cassilândia; caso gera comoção e pode resultar em prisão
Vídeo mostra animal sendo solto de carro em movimento; Luiz Fernando muda versão e admite responsabilidade
06/12/2025
07:30
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
Uma cena registrada por câmeras de segurança provocou forte indignação em Cassilândia (MS). O ex-vereador Luiz Fernando (União Brasil) foi flagrado abandonando uma cadela em uma esquina da cidade, em episódio que ganhou grande repercussão nas redes sociais e mobilizou autoridades e moradores.
As imagens mostram o veículo azul conduzido pelo ex-vereador reduzindo a velocidade antes que o animal seja solto ainda com o carro em movimento. Desorientada, a cadela corre pela rua logo após o abandono.
O caso gerou revolta imediata. Identificado como responsável pelo animal, Luiz Fernando foi autuado pela Polícia Militar Ambiental, que já encaminhou a ocorrência para investigação.
A cadela, de cerca de dois anos, foi resgatada por uma moradora e encaminhada ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), onde receberá cuidados até ser disponibilizada para adoção responsável.
O abandono de animais é enquadrado como crime pela Lei Estadual 5.673/2021, que pune maus-tratos, agressões físicas, práticas que causem sofrimento ou condições inaceitáveis de existência. A pena varia de dois a cinco anos de prisão, além de multa que, no caso de Mato Grosso do Sul, pode ultrapassar R$ 10 mil.
Em agosto, a Comissão de Meio Ambiente do Senado aprovou projeto que aumenta as penalidades para tutores que maltratarem seus pets, com elevação da pena de um sexto a um terço.
Áudios que circulam nas redes sociais mostram Luiz Fernando tentando justificar o ocorrido. Inicialmente, o ex-vereador atribuiu o abandono à filha de três anos, alegando que ela teria aberto a janela e soltado a cadela, enquanto ele estaria distraído.
Posteriormente, ao perceber a repercussão do caso, afirmou estar arrependido, dizendo que pretendia recuperar o animal. Em outro áudio, afirmou que acreditava que a cadela poderia “encontrar alguém que cuidasse melhor”.
As explicações não convenceram a população, e o caso segue sendo investigado.
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