Política / Justiça
Tiago Vargas coloca tornozeleira eletrônica e começa a cumprir pena por ataques a Azambuja
Ex-vereador de Campo Grande inicia prisão domiciliar com monitoramento por um ano e três meses após condenação por ofensas ao ex-governador Reinaldo Azambuja
13/04/2026
15:30
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
O ex-vereador Tiago Henrique Vargas passou a usar tornozeleira eletrônica na tarde desta segunda-feira, 13 de abril de 2026, em Campo Grande, dando início ao cumprimento da pena em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico. A instalação do equipamento ocorreu na Unidade Mista de Monitoramento Virtual Estadual (UMMVE), após determinação da 2ª Vara de Execução Penal em Meio Semiaberto e Aberto.
A medida foi determinada pelo juiz Albino Coimbra Neto, que converteu a pena do ex-parlamentar para prisão domiciliar pelo período de um ano e três meses. A condenação tem origem em declarações feitas por Tiago Vargas contra o ex-governador Reinaldo Azambuja, a quem chamou de “corrupto” em vídeo publicado nas redes sociais em 2021.
Após a colocação da tornozeleira, Tiago Vargas divulgou manifestação pública sobre o início do cumprimento da pena. Na fala, ele afirmou que será visto com o equipamento não por corrupção, mas em razão das declarações feitas contra o ex-governador. O ex-vereador também disse que permanecerá em prisão domiciliar ao longo dos próximos 15 meses.
Segundo as informações publicadas pela imprensa local, a condenação inicial previa pena em regime semiaberto de um ano e três dias, depois convertida para prisão domiciliar com monitoramento eletrônico. A execução da decisão dependia da intimação formal da defesa, o que permitiu o encaminhamento para a instalação do equipamento nesta segunda-feira.
O caso remonta a julho de 2021, quando Tiago Vargas, ainda com forte presença nas redes sociais e projeção política em Campo Grande, fez publicações ofensivas contra Azambuja. A partir daí, a ação judicial evoluiu até a fixação da pena agora em execução.
Tiago Vargas ganhou notoriedade pública inicialmente como policial civil e, em 2020, foi eleito o vereador mais votado de Campo Grande. Depois, perdeu espaço político e também enfrentou consequências administrativas e eleitorais. Ele foi exonerado da Polícia Civil após processos disciplinares e acabou declarado inelegível por oito anos, com base na Lei da Ficha Limpa, situação consolidada desde 2024.
O novo capítulo judicial recoloca o ex-parlamentar no centro do noticiário político e jurídico de Mato Grosso do Sul, agora sob a condição de condenado em cumprimento de pena com restrição domiciliar e vigilância eletrônica.
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