Campo Grande (MS), Quarta-feira, 15 de Abril de 2026

Política / Fiscalização

Zé Teixeira cobra explicações sobre convênio de R$ 7,7 milhões entre Governo de MS e Fiems

Deputado diz que vai pedir esclarecimentos sobre o repasse formalizado pela Semadesc, enquanto Lucas de Lima também anuncia fiscalização e cobrança por transparência

13/04/2026

14:00

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

O deputado estadual Zé Teixeira (PL) afirmou nesta segunda-feira, 13 de abril de 2026, que pretende solicitar explicações ao Governo de Mato Grosso do Sul sobre o convênio firmado entre a Semadesc e a Fiems, com valor global de R$ 7,7 milhões. A declaração foi dada após a divulgação do extrato do acordo, que prevê apoio financeiro para ações de promoção econômica e institucional do Estado.

Segundo o parlamentar, a intenção é entender qual será o retorno prático da medida para a população sul-mato-grossense. Zé Teixeira afirmou que a função do mandato, neste caso, é justamente cobrar do Executivo justificativas sobre a finalidade do convênio e a necessidade do repasse. A cobrança ocorre em meio à repercussão política da assinatura do acordo, inicialmente associada ao ex-secretário Jaime Elias Verruck.

O convênio foi publicado no Diário Oficial do Estado de 10 de abril, com indicação de que a parceria foi celebrada entre o Estado, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), com recursos do Fundo Estadual Pró-Desenvolvimento Econômico (Pró-Desenvolve), e a Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems). O objeto descrito no extrato é o apoio à execução de ações organizadas de promoção econômica e institucional, incluindo estudos técnicos e de mercado, além do fomento à atração de investimentos.

De acordo com a publicação oficial mais recente, o valor global do instrumento é de R$ 7.700.000,00, com vigência a partir da assinatura até 15 de outubro de 2027. A data de assinatura registrada no documento é 8 de abril de 2026.

Mesmo admitindo que ainda não conhece em profundidade o conteúdo do convênio, Zé Teixeira antecipou que vai requerer informações formais ao Governo para compreender a justificativa técnica e administrativa do repasse. O posicionamento foi acompanhado por manifestação do deputado Lucas de Lima (PL), que também informou que pretende solicitar acesso ao plano de trabalho completo, com metas, indicadores e cronograma, além de acompanhar a execução do convênio e, se necessário, provocar os órgãos de controle.

Lucas ainda defendeu a divulgação pública de todos os dados relacionados ao acordo, sob o argumento de que investimentos em desenvolvimento econômico precisam ser acompanhados de transparência e fiscalização rigorosa. A fala reforça a pressão política para que o Executivo detalhe como os recursos serão aplicados e quais resultados deverão ser entregues.

Outro ponto que ampliou a repercussão do caso foi a mudança na publicação do extrato. O texto divulgado no Diário Oficial de 13 de abril aparece com correção em relação ao documento anterior. A nova versão mantém a data de assinatura em 8 de abril de 2026, mas traz como signatário o atual titular da Semadesc, Artur Henrique Leite Falcette, que assumiu a pasta após a saída de Jaime Verruck.

Jaime Elias Verruck deixou o comando da secretaria no início de abril para disputar as eleições deste ano. A mudança no comando da pasta ocorreu oficialmente naquele período, e a correção no Diário Oficial passou a alimentar questionamentos sobre a tramitação administrativa do convênio e sobre a responsabilidade formal pela assinatura do ato.

Nos bastidores, a informação apurada é de que os procedimentos administrativos ligados ao convênio foram conduzidos ainda durante a gestão de Verruck, que permaneceu por mais de uma década à frente da área de desenvolvimento econômico no Estado. Agora, com a cobrança dos parlamentares, o caso deve ganhar novos desdobramentos na Assembleia Legislativa, especialmente no campo da fiscalização dos gastos públicos e da exigência de transparência sobre o uso dos recursos.

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